Um Maravilhoso 2010

Um maravilhoso 2010 repleto de realizações, paz, amor, saúde para todos e todas!!

Que 2010 nosso país mude, que nos transformemos cada vez mais enquanto seres humanos e humanidade!

beijos e abraços com muito amor,

Diogo

PAULO OCTÁVIO: raio x da corrupção



Reportagem da Revista Época desta semana traz um apanhado do patrimônio do vice-governador Paulo Octávio e de como ele se fez na capital federal. Além disso traz informações sobre uma segunda operação da Polícia Federal, batizada de Tucunaré. Confira:

“Três adolescentes que andavam juntos em Brasília nos anos 60 ficaram conhecidos de todo o país pouco mais de duas décadas depois. Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito depois da ditadura militar e sofreu impeachment pelo Congresso Nacional acusado de corrupção. Luiz Estevão entrou para a história como o primeiro senador cassado pelos colegas, também acusado de corrupção. Paulo Octávio Pereira, o terceiro da turma, foi parceiro dos outros dois na Operação Uruguai, a farsa montada para tentar salvar Collor, mas que desmoralizou a defesa do então presidente.
Atual vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio tornou-se, até agora, um sobrevivente nesse roteiro. No mundo empresarial, ele criou um verdadeiro império em construção civil, hotelaria e comunicações, com movimento financeiro de bilhões de reais. Tornou-se um dos homens mais ricos de Brasília. Sua carreira política também é um sucesso: foi deputado federal e senador, antes de chegar ao segundo cargo mais importante do governo local. Agora, porém, seu império poderá ruir. Paulo Octávio é alvo de duas investigações da Polícia Federal, que juntaram provas surpreendentes nas apurações sobre corrupção na capital.
Uma delas é a Operação Caixa de Pandora, que expôs ao país imagens do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, secretários, deputados distritais e empresários pagando ou recebendo dinheiro em espécie. Em alguns vídeos, o personagem é Marcelo Carvalho, principal executivo dos negócios de Paulo Octávio. Ele fala em nome do chefe, negocia valores e faz confidências sobre a prestação de contas. A defesa de Paulo Octávio diz que ele não pode ser acusado, pois não surgiu nenhuma imagem em que ele apareça recebendo dinheiro. Essa versão não resiste a outra apuração da Polícia Federal, a Operação Tucunaré, mantida sob sigilo. De acordo com os investigadores, há vídeos em que Paulo Octávio distribui dinheiro a deputados aliados de Brasília.
A Operação Tucunaré começou na Polícia Civil do DF para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas por doleiros. Ela foi assumida pela PF em junho deste ano, quando a polícia grampeou uma conversa entre o doleiro Fayed Trabously – personagem citado em escândalos do PMDB e do antigo PFL – e o policial aposentado Marcelo Toledo Watson. Tucunaré é o apelido de Toledo, policial que saiu da ativa, aos 28 anos, depois de ser baleado durante o resgate da filha do senador Luiz Estevão, vítima de um sequestro em 1997.
Toledo é um dos personagens chaves dos escândalos em Brasília. Vídeos gravados pelo delegado Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo Arruda, exibem imagens em que Toledo entrega dinheiro a assessores de Arruda. Segundo as investigações, ele cumpria papel de leva e traz entre empresários e políticos. A Operação Tucunaré mostra que Toledo e alguns doleiros eram responsáveis por enviar parte da propina para o exterior.
Com a ajuda dos órgãos federais que rastreiam movimentações financeiras suspeitas, a Polícia Federal investigou como propinas pagas em Brasília foram parar em contas em outros países, atribuídas a Paulo Octávio. Por intermédio de seu advogado, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, Paulo Octávio disse que nunca distribuiu dinheiro para deputados. Ele afirma também que não há hipótese de aparecer em gravações com dinheiro e nega ter feito remessas ao exterior por meio de doleiros.

Durante as investigações, a PF tentou convencer Toledo a virar réu colaborador. Na semana passada, Toledo desistiu de ajudar. Segundo amigos de Durval, Toledo teria exigido – e conseguido – a prorrogação por mais um ano do contrato de uma agência de publicidade da qual seria sócio oculto com a Terracap, a estatal que administra as terras públicas do Distrito Federal. Há suspeitas de irregularidades nas prorrogações anteriores desse mesmo contrato, no valor de R$ 13,5 milhões, sob investigação no Tribunal de Contas do Distrito Federal.
As investigações da Caixa de Pandora também avançaram. Na operação de busca e apreensão no escritório de um secretário do governo de Arruda, foi encontrado um caderno com a contabilidade, escrita à mão, relativa a recebimentos e pagamentos. Uma perícia grafotécnica do Instituto de Criminalística da PF atestou que o autor dos registros foi o secretário. Essa informação consta do relatório enviado pela PF na quarta-feira ao Superior Tribunal de Justiça. Ali também ficou atestado que todas as gravações sobre o escândalo de Brasília entregues à polícia são autênticas, sem montagens. “É impressionante. Tudo o que averiguamos do que Durval nos disse está sendo confirmado”, afirmou a ÉPOCA um dos investigadores da Caixa de Pandora.

E o que Durval disse aos investigadores? Em primeiro lugar, que Arruda e Paulo Octávio, depois de acirrada disputa sobre quem seria candidato a governador em 2006, fizeram um acordo que incluía o rateio do dinheiro arrecadado com quem tem negócio com o governo do Distrito Federal. De acordo com Durval, o acerto era que o vice receberia um terço. Esse dinheiro seria embolsado por Paulo Octávio e usado para pagar aliados. Os outros dois terços seriam para Arruda. A movimentação desse dinheiro dos negócios privados com o governo de Brasília ocorreria praticamente todos os dias. Durval disse que a parte de Paulo Octávio, na maioria das vezes, era recebida por Toledo. Eventualmente, Marcelo Carvalho recolhia o dinheiro. Durval diz ter entregado pessoalmente o dinheiro em algumas oportunidades a Paulo Octávio.
Em um depoimento, Durval contou aos investigadores por que, em uma das gravações, Carvalho disse que Paulo Octávio era avarento e cobrava cada centavo. Segundo Durval, a cada vez que ele levava dinheiro a Paulo Octávio, era recebido numa suíte diferente do hotel Kubitschek Plaza – uma das propriedades de Paulo Octávio. Ali, segundo Durval, Paulo Octávio sempre reclamava que recebia menos do que o combinado. A divergência seria aritmética. O esquema estaria pagando a Paulo Octávio 30% do total, quando o acerto seria um terço, o equivalente a 33%. Num depoimento, Durval descreve uma ida ao Kubitschek. Segundo o advogado Kakay, Paulo Octávio confirma que se encontrou com Durval no Kubitschek Plaza, mas nega que tenha recebido dinheiro.
Paulo Octávio nasceu no município mineiro de Lavras e mudou-se para Brasília em 1962, aos 12 anos de idade. Amigos de adolescência dizem que ele sempre teve obsessão por ficar rico. Filho de um dentista de classe média, ainda jovem buscou dois caminhos: conquistar amigos de famílias ricas e ganhar dinheiro. Deu-se bem nas duas empreitadas.
Paulo Octávio começou a vida profissional com uma pastinha debaixo do braço, vendendo seguros. Depois virou corretor de imóveis, estabelecido em uma pequena sala comercial. Dali, partiu para construir seu império. Paulo Octávio mostrou-se um bom corretor em duas imobiliárias de Brasília. O primeiro lance de ousadia nos negócios com recursos públicos ocorreu quando ele se tornou genro do almirante Maximiano da Fonseca, ministro da Marinha no governo João Figueiredo (1979-1985). Paulo Octávio morou na casa oficial do sogro na Península dos Ministros, área mais nobre de Brasília. Na ocasião, associou-se ao empresário Sérgio Naya, que se tornou célebre por causa do desmoronamento do Edifício Palace II, no Rio de Janeiro. Juntos, os dois construíram o Hotel Saint Paul em Brasília. A Marinha comandada pelo almirante Maximiano da Fonseca comprou na planta 40 dos 272 apartamentos. Na sociedade com Naya, Paulo Octávio ficou dono de 15% do empreendimento. À época, os dois também exploravam no hotel a badalada boate Corte.
Com essas investidas, Paulo Octávio firmou-se como empresário. Seu grande salto nos negócios ocorreu anos depois, quando o amigo Fernando Collor se elegeu presidente da República. No governo Collor, Paulo Octávio indicou dirigentes na Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, e conseguiu financiamento da instituição para três grandes investimentos em Brasília: o Hotel Blue Tree, o Brasília Shopping e uma superquadra em área nobre da cidade com 11 prédios residenciais, uma escola e um jardim de infância.

Auditorias internas da Caixa mostram que os negócios foram bons para Paulo Octávio e ruins para os mutuários. Segundo essas auditorias, ocorreram irregularidades em várias etapas dos empreendimentos: desde a formalização da parceria com a Funcef até a construção e venda dos imóveis, entre os anos 1994 e 1998. A avaliação dos auditores é que o prejuízo causado à Funcef deverá chegar a R$ 200 milhões. “A partir daí, ele ficou grande”, diz um dos principais concorrentes de Paulo Octávio desde aquela época. Para investigar as supostas irregularidades, foram abertos três inquéritos policiais que poderão resultar em denúncias do Ministério Público à Justiça.

Para ter uma ideia do império de Paulo Octávio, basta fazer um passeio pelas áreas valorizadas de Brasília. Algumas das mais vistosas obras da capital, como o Blue Tree, rebatizado Alvorada, o Centro de Eventos Brasil 21 e o Brasília Shopping, foram construídas por Paulo Octávio. Uma análise detalhada desses empreendimentos feita por ÉPOCA mostra que o crescimento do patrimônio de Paulo Octávio tem relação direta com decisões tomadas pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, a mesma que frequenta o noticiário como balcão de negócios.
Mudanças na regras para o uso do solo aprovadas pelos deputados distritais permitiram ao grupo empresarial de Paulo Octávio realizar negócios milionários com terras públicas. Em 1995, a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários comprou, em parceria com outros empresários, um terreno de 65.000 metros quadrados onde antes existia o Estádio Rei Pelé (ou Pelezão). O lote pertencia à Federação Brasiliense de Futebol e foi comprado por R$ 4 milhões. Graças a leis votadas pela Câmara Distrital depois dessa transação, o terreno originalmente destinado a atividades esportivas tornou-se área residencial. Pouco mais de um terço da propriedade foi vendido por Paulo Octávio, em maio do ano passado, por R$ 25 milhões a José Celso Gontijo, empresário flagrado em vídeo entregando dinheiro a Durval.

Outro exemplo é o Hotel Blue Tree. Banhado pelas águas do Lago Paranoá e vizinho ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, o complexo hoteleiro inaugurado em 2000 consumiu cerca de R$ 140 milhões. Recentemente, a empresa de Paulo Octávio finalizou a construção do complexo Brasil 21, com mais de 800 flats e 800 salas comerciais, localizado na cobiçada área central da cidade. Um dos principais beneficiados pelo boom imobiliário em Brasília, o grupo empresarial de Paulo Octávio divide atualmente as atenções entre o Península, um empreendimento residencial orçado em R$ 1,2 bilhão no bairro de classe média Águas Claras, nos arredores do Plano Piloto de Brasília, e o Shopping Iguatemi, investimento estimado em R$ 150 milhões, em parceria com o empresário Carlos Jereissati. O canteiro do Iguatemi fica no Lago Norte, bairro de Brasília onde há alguns anos existia o esqueleto de um centro comercial. Ele seria erguido pela LPS Empreendimentos e Participações, sociedade de empresas pertencentes a Luiz Estevão, Paulo Octávio e Sérgio Naya. A transação foi descrita por ÉPOCA na edição de maio de 2007.

Na Junta Comercial do DF, o nome de Paulo Octávio aparece atrelado diretamente a 12 empresas. As participações indiretas são mais de 30, de construtoras a concessionárias de automóveis e emissoras de rádio. A declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral por Paulo Octávio em 2006 soma R$ 323,5 milhões em bens, mas seu patrimônio evoluiu. Hoje, estima-se que chegue a R$ 700 milhões. As investigações que chegaram agora a Paulo Octávio estão mais adiantadas em relação às que apuram denúncias contra Arruda.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a Lei Orgânica do Distrito Federal. Essa lei dá à Câmara Legislativa a prerrogativa de autorizar a abertura de ação penal contra o governador. Na representação, Gurgel afirma que a lei é inconstitucional, porque a competência de decidir sobre ações penais contra governadores seria do Superior Tribunal de Justiça.

Na quinta-feira da semana passada, a procuradora Raquel Dogde, responsável pela investigação da Operação Caixa de Pandora, pediu ao STJ a quebra do sigilo bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas, entre elas Arruda e Paulo Octávio. Dodge entendeu que há elementos suficientes para caracterizar desvio e apropriação de recursos públicos. No caso de Paulo Octávio, se os investigadores estiverem certos, o vice corre o risco de perder o mandato e de fazer companhia aos amigos de juventude que perderam mandatos por causa de denúncias de corrupção.”

Somente ao Papai Noel




Nós, os cidadãos do Distrito Federal diante de tamanha crise de corrupção caminhando à impunidade chegamos ao ponto de só termos ao papai noel para recorrermos e pedirmos justiça. As imagens, ao contrário do que disse o presidente Lula no começo da crise “de que não falam por si”, gritam, e envolvem os três poderes.

O Judiciário com Desembargadores e o próprio Procurador Geral do Distrito Federal, a quem caberia investigar toda a cinemateca de mais de 160 fitas gravadas pelo rorizista Durval Barbosa, são citados em gravações como beneficiados pelas mesadas pagas pelo DEM.

A Câmara de Deputados Distritais por sua vez, considerada por diversas pesquisas como o parlamento mais corrupto do país, tem dos seus 24 parlamentares 10 flagrados em vídeos e escutas recebendo dinheiro, colocando dinheiro nas meias, cuecas, bolsas e até mesmo rezando oração da propina, agradecendo o bondoso secretário de relações institucionais Durval por tantas dádivas. Dos 24 parlamentares 18 são da base do governo dos DEMO e já demonstraram com a CPI que investigará os últimos 18 anos de Governo do DF (leia-se, uma longa e grande pizza) e com o recesso que aprovaram até 11 de Janeiro, que defenderão o Governo e a impunidade a todo custo.

Já no poder executivo do ainda Governador Arruda e seu Vice Paulo Otávio que são os grandes chefes do crime organizado, Arruda é flagrado no único vídeo que ainda veio a tona recebendo maços de dinheiro e demonstrando o quanto aquele gesto é uma rotina em sua vida, o que justifica o aumento do seu patrimônio em mais de 1.000% em dois anos como Governador. Além do que a cinematografia de Durval revelou e ainda revelará, temos hoje no Distrito Federal uma quadrilha organizada em torno da corrupção da terra, massacrando índios originários e derrubando o cerrado para a construção de mais prédios da construtora do vice-governador, homem mais rico e poderoso do Distrito Federal.

Daí, visto o cenário dos três poderes envolvidos na máfia que assalta cotidianamente o dinheiro público do povo brasiliense, surge vez ou outra a sugestão de que os cidadãos brasilienses peçam socorro à intervenção do Governo Federal do PT, que inaugurou a palavra MENSALÃO lá em 2004 e que reinou na época a impunidade, visto que o Durval do PT, o Marcos Valério e toda a quadrilha que comprava empresários e parlamentares nunca foram punidos. Do mensalão do PT apenas 2 cabeças rolaram, do primeiro ministro na época José Dirceu e do denunciante do esquema, deputado Roberto Jéferson, ninguém foi preso e o “Deus Supremo” – STF cumpriu seu papel histórico de absolver os políticos corruptos. Daí a impossibilidade de se pedir uma intervenção de quem não tem moral nem ética suficiente para tal.

Já a opinião pública que é formada em grande parte pela mídia (o quarto poder), com essa muito menos podemos contar. Os dois maiores jornais da Capital, Correio Braziliense e Jornal de Brasília são e expressam a versão do Governador e Vice, e os grandes meios como a Rede Globo jogam lenha na fogueira constantemente, mas com o motivo estritamente financeiro. Quanto mais crise mais lucro. Mais o governo do GDF tem que gastar com publicidade para reverter a crise, e a prova disso são os anúncios do GDF nos canais de TV, Rádio e Jornais que quadruplicaram para tentar-se arrefecer no imaginário popular toda a corrupção que a capital da republica está mergulhada.

Além da verba publicitária que cresce com o aumento das denuncias, o Governo usa o Diário Oficial para dar gratificação aos policiais militares que há poucos dias atrás reprimiram de maneira desproporcional, com cavalos e muita cacetada, um protesto que pedia a punição de todos os envolvidos. Simbolicamente o governo estimula a perseguição, espionagem e violência em torno dos movimentos sociais e atores envolvidos na luta por moralidade.

Visto todo esse cenário, nós, cidadãos do Distrito Federal só temos ao Papai Noel para recorrer. A corrupção instalada hoje na capital que abraça os atores dos quatro poderes nos deixa sem ter a quem recorrer. O único a se fazer é ir para a luta direta contra a ditadura da democracia, do poder econômico que a tudo compra e corrompe, menos a consciência do povo que trabalha honestamente e quer que esse país mude, a revolta popular. Justiça, o fim de pizzas de panetones.


Diogo Raimundo Ramalho – Estudante de Letras da Universidade de Brasília

Festinha hoje Sábado

Festa d@s Sagitarian@s e Resistentes

Olá pessoal,

depois de tantas lutas, ocupações e resistências chegou o momento de descontrairmos um pouco e reforçar as energias para as próximas semanas de lutas.

Hoje sabadão comemoraremos o aniversário do Rafa Kaos, Diogo, Lenina, Marina, João Gabriel e outros e outras sagitarianas. Se você é membro desse maravilhoso signo venha comemorar conosco também. Festa para comemorarmos também as resistências na FUNAI, na Câmara e agora nas ruas.

A festa começa a partir das 20:00h do sábado e vai domingo a dentro.. Muita música ao vivo, fogueira e cachoeira no domingo de-manhãzinha para renovarmos nossas forças! Domingo tem almoço coletivo também!

Traga as bebidas e comidas que for consumir nessa morada por aqui! Traga também instrumentos musicais e claro, muita alegria!

Abaixo o mapinha muito bem explicadinho de como chegar.. Haverá sinalização com pano branco na estrada de terra para facilitar mais a chegada!

Ocupem e Residam!

Beijos e abraços de luta!
Diogo Ramalho - Estudante de Letras Espanhol
Sagitariano de 06 de Dezembro! 26 aninhos!
8214-6812

Charge da Ditadura do Arruda e Paulo Otávio


Travessia Feita

25 anos, idade mais miraculosa de todas desse um quarto de século vivido..
1 amor, 2 grandes viagens, 3 ocupações, diversos sonhos e presentes!
O Rio, caminho do Mar!
Bem vindo 26!

O Governo dos DEMO em oração da propina




No dia do Evangelico, feriado em Brasília, eis que mais um vídeo vêm a tona, a oração da propina, que pode ser assistido no link:  http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/category/df/

Parece piada né? E é, um grande deboche para com o povo brasileiro.Os bons senhores que arrecadam dinheiro para comprar Panetones e pagar Fotografias aos pobres para tirarem seus documentos, tá aí, vindo a tona a conta-gotas, Arrudão e todo o esquema de arrecadação da direita brasileira na capital da nação. Segundo nota de Arruda e Paulo Otávio publicada ontem, eles confiam na justiça.
Entenda também a perseguição sofrida pelos indígenas e a derrubada do Cerrado para a construção do bairro de alta classe econômica pela construtora de Paulo Otávio, ainda vice-governador do DF.




Dinheiro até na Meia do Presidente da Câmara dos Deputados Distritais:





Os crimes que vêm sendo cometidos a mando do Governo do Distrito Federal para expulsar os indígenas de suas terras:



Os tratores que estão destruíndo o cerrado a 100 metros do Santuário dos Pajes:




Fora Arruda, Paulo Otávio e toda a corja envolvida, incluíndo claro o senhor feudal RORIZÃO que não vê a hora de voltar!
Fim imediato do Setor Noroeste.
abraços de luta,
Diogo

NOSSO JORNAL - Cotas nas Universidades

Primeira Edição do NOSSO JORNAL, elaborado pelo Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas Raciais e lançado na última sexta-feira, dia da Consciência Negra.





Abraços de luta,
Diogo Ramalho - Estudante de Letras Espanhol
Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas - UnB
61-8214-6812

Viver é fazer travessias

88 dias depois que parti de Brasília, na sexta-feira 13 de novembro, eis que voltei ao ponto de partida, de onde saí no dia 18 de Agosto, viagem mais miraculosa e cheia de caminhos não previstos impossível, voltei para partir, quantas travessias profundas, quantos rios simbólicos e reais atravessei.


Não poderia imaginar quando sofria por ter que alterar meu caminho sonhado que seria levado a lugares e sentidos tão profundos, a vida brincou em mim como que se transpondo à outra fase, a simbólica idade 25 me puxou pra dentro de tudo o que fui antes para um quem sou, para a serenidade e para a certeza mais presente de que o presente é o instante que passa, que têm de ser agarrado, sentido, inspirado e expirado. 



Nietzsche me disse através de um escrito de um estudante de filosofia, pregado na parede da ocupação de 2009 - "Em última instância, ninguém pode escutar mais das coisas, livros incluídos, do que aquilo que já sabe. Não se tem ouvido para aquilo a que não se tem acesso a partir da EXPERIÊNCIA" 


É caminhando que se sente, caminhando por dentro de si, é dando valor a cada instante que se sente a vida."A vida só se dá para quem se deu" como disse Vinicius de Moraes.


Dia 06 de dezembro quando completo 26 anos volto a caminhar e daí volto a contar os causos que forem surgindo na miraculosidade dessa vida e suas caminhadas, é momento de sentir o cerrado, amar e  sentir esse ceúzão infinito e essa gente ensolarada.


Em breve estarei postando as fotos e escreverei sobre momentos desses 88 infinitos momentos!

beijos,

Diogo

A tragédia que simboliza a UNIBAN e Hitler Zangado!

 Eu estava andando e ouvi a notícia, voltei, cheguei perto da tv e não consegui acreditar no que eu tava vendo, as imagens mostravam toda uma "universidade" linchando em shopin público, quero dizer, praça pública uma estudante que decidiu usar um vestido mais ao seu gosto e que não agradou alguns e por isso foi sugerido até que fosse arrancado a roupa dela, uma coisa tipo o apedrejamento, insanidade. Segui incrédulo por esses dias e quando achava que tinha me assustado o bastante me assustei mais ao ver a decisão do conselho superior no fim de semana de expulsar a aluna. 

Hoje terça-feira o Reitor que Preside o Conselho voltou atraz diante da repercussão internacional de condenação ao episódio acadêmico-educador, e decidiu revogar o feito. 

Me pergunto que educação superior é essa que esse país está nos oferecendo, começamos a ver na prática o que a mercantilização da educação está causando naqueles que deveriam ser os jovens críticos da nação, mercantilização essa da educação nunca vista antes na história desse país como com o PT no poder, realmente Lula da Silva expandiu a educação, pagou 5 vezes mais do que custa um aluno no ensino público federal gratuito, aos empresários da educação que vendem diploma e estavam com vagas ociosas, comprou o silêncio das universidades públicas com o dinheiro do REUNI que prevê metas como o dobro de número de estudantes em 4 anos sem garantir infra-estrutura e professores mínimos para essa espansão às pressas, querendo provocar com isso um inchaço no ensino superior onde as salas de aula estão passando de 20 alunos para 70 a 100 alunos por sala, dentre outras precariedas que se alastram devido a falta de recursos para a expansão, que só se preocupa com os número para a próxima eleição.  

As políticas neo-liberais para a educação do país se aprofundaram e aceleraram o ritmo da mercantilização e deterioração da educação com a falsa bandeira do "para todos".


Abaixo video que me fez rir sem parar, uma paródia do Hitler muito puto de ter o epsódio da UNIBAN  comparado com o Nazismo, dizendo que eles nunca perseguiram mulheres, nunca perseguiram vestido!!! Baum demais da conta para depois de ter vontade de chorar de indignação pela intolerância, chorar de rir dessa trágedia! A Universidade só pode rimar com Liberdade, Liberdade de Pensamento, de Expressão, de Credos e não Credos, de expressão da Individualidade de cada um, qualquer Intolerância no ambiente Universitário é contraditório com tudo o que foi pensada para ser, o que é e o que têm de ser a Universidade.








bjos libertários, a favor das e dos peladões!
Diogo - Estudante da Universidade de Brasília, onde já corri pelado junto a outros e outras estudantes!

Bolívia: El Cocalero

A dica de documentário para este fim de semana é O COCALEIRO, do diretor Equatoriano Alejandro Landes, uma coprodução Bolívia-Argentina. O filme foi filmado por uma câmera de mão do diretor e traz a tona o interior da campanha que levou o aymara Evo Morales a ser o primeiro indigena eleito Presidente da Bolívia, país com 80% de sua população Indígena.


As filmagens iniciam-se 68 dias antes da eleição, o diretor comentou em entrevistas que no meio das filmagens foi suspeitado  por Evo que ele estivesse a serviço da CIA, e depois de passar 2 semanas impedido de filmar, Evo foi convencido do contrário e Alejandro pôde voltar a filmar os bastidores dos dias que antecederam a eleição. O filme mostra quem é o simples cocaleiro da região do Chapare, sindicalista, com toda uma história de vida muito dificil, pobre e sofrida, como a maioria absoluta da Bolívia, que venceu tantas lutas até a vitória da guerra da coca empregada pelos EUA.

A folha de coca para o Bolíviano é um símbolo religioso e cultural dos povos originários, usada a milênios para suportar-se as altas altitudes do alti-plano e com diversas outras finalidades religiosas e medicinais.

Marcante em vários momentos do país, usada para que os milhares de indígenas que padeceram em mais de 2 séculos da exploração espanhola das minas de Potosí conseguisem trabalhar por dias dentro das minas, até hoje importante para suportar a fome, o trabalho exessivo e até mesmo para uma leve dor de cabeça causada pela altitude, pois comprovadamente a folha de coca é benefica, além do significado sagrado que a Hoja de Coca tem, pois a mesma foi um presente da Pachamama, deusa dos Incas, Mãe Terra, que concebeu a folha de coca aos povos do alti-plana, folha essa, sagrada.

A folha de coca é completamente diferente da Pasta Base da Cocaína, são coisas completamente diferentes, a folha é um chá do povo boliviano, consumida como o café para os brasileiros; os Estados Unidos no entanto com seus governos locais por tanto tempo na América Latina e na Bolívia, que assassinaram lá atraz o Che e sempre saquearam as riquezas naturais da Bolívia, fazerem da Bolívia que é um país tão rico em diversidades minerais e naturais ter o povo mais pobre da América do Sul, estes EUA que sempre tiveram até a eleição de Evo em 2005 influência direta nas decisões do país, nomeando os ministros e os próprios presidentes, preferiu investir pelo baixo custo que ao mesmo tempo dava poder economico e força militar que sempre sustentou esses governos das elites locais, financiar des da década de 80 a guerra para erradicar a folha de Coca nos países produtores da folha, como Colômbia, Peru e Bolívia do que combater o seu tráfico e consumo internos, eis a Guerra da Coca.

Tentar erradicar a folha de coca para o povo boliviano foi uma insanidade tão grande quanto seria tentar erradicar o café para os brasileiros, sem levar em conta o sentido sagrado, medicinal e cultural da folha para os bolivianos, tal insanidade, depois do povo boliviano ter vencido diversas guerras entre 2000 a 2005, como a Guerra da Água e a Guerra do Gás contra a dominação extrangeira, a vitória da Guerra da Coca, vencida depois de muitas lutas e muitas mortes, foi expressa pelo povo nas urnas, dando pela primeira vez na história do país uma vitória por maioria absoluta a um presidente,  primeiro presidente indígena, o povo se elegendo para transformar a realidade.

O documentário é uma oportunidade única para conhecer-se um pouco da Bolívia e seu povo, um pouco da sua história recente e de quem é e o que materializa Evo Morales.  O documentário nos moldes do Entreatos de João Moreira Salles - 2004, que filmou a campanha presidêncial de Lula no Brasil, se diferencia por ser uma filmagem sem recursos e retratar uma campanha pobre e simples, ao mesmo tempo em que traz a visão dos cocaleros, campesinos e toda a euforia do clima do país com a  pespectiva da próximidade da vitória dos vencidos. Além de Evo, a lider sindical Leonilda Zuritam, co-protagoniza o documentário!

Sinta a Bolívia e seu povo, sinta um pouco dos momentos que antecederam o início simbolíco da Revolução  em curso, dos Povos Originários da Bolívia!

Filme com legenda em espanhol, da para entender bem escutando e lendo, ainda não achei com legenda em português, asism que achar adiciono nesta postagem:





Link do sítio do filme - http://www.cocalerofilm.com


Sinta e difunda,
Beijus,
Diogo

A você Presente!

A Vida


A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...

Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado..
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava
o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca
dourada e inútil das horas...
Seguraria o meu amor, que está a muito à minha frente, e diria
EU TE AMO...
Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido
à falta de tempo.

Não deixe de ter alguém ao seu lado
por puro medo de ser feliz.

A única falta que terás será desse tempo que infelizmente...
não voltará mais.


Quem Sabe um Dia

Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois 




Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...


Mário Quintana
falando por nosotros Ma Chérie
Beijus - Diogo


Argentina - Memorias del Saqueo

Olá, para este fim de semana de feriadão abrindo novembro gostaria de recomendar para todos e todas que tenham interesse em saber um pouco da história recente da Argentina, seu povo e suas lutas,  as privatizações dos recursos naturais e de todo o estado, ver  o quanto nossas histórias são parecidas e o quanto os processos e mecânismos de exploração operam simultaneamente como uma onda. 

Enquanto a Argentina era considerada o celeiro do mundo  seu povo passava cada vez mais fome, mais de 20% de desempregados, em uma população de 32 milhões de Argentinos no final da década de 90 e inicio dos anos 2000 com 18 milhões de pobres e 8 milhões de famintos, chegando em 2004 com 51% da população abaixo do nível de pobreza. Um país que em anos anteriores chegou a ser considerado de primeiro mundo tornado um dos mais pobres do mundo em um curto período de tempo.

O documentário permite perceber o quanto a aplicação das recomendações norte americanas e do FMI geraram tanta pobreza generalizada e concentração de renda na mão de poucos, o quanto as privatizações saquearam as riquezas dos países colocando-as em mãos extrangeiras, como aqui no Brasil com Fernando Henrique Cardoso tocando privatizações como a da Vale do Rio Doce em 1997 e na Argentina o mesmo se passando em 99 com a privatização da YPF dentre todo um calendário de privatizações de todo o estado, de recursos minerais a fornecimento da água, o lema do Governo Menem número um era de que o estado não operasse nada mais pois tudo deveria ser privatizado. Ambas empresas que simbolizam o maior roubo da história de Brasil e Argentina aos recursos minerais e petrolíferos, foram dadas ao capital extrangeiro por um valor que correspondia em menos de 10% seus valores reais. 

O documentário traz uma analise precisa e lucida acerca do que viveu politicamente a Argentina dos anos 80 até 2004, descrevendo o silencioso genocídio social provocado pelas ditaduras e os seguidos governos neo-liberais, dando enfoque aos governos de Menem e De la Rua, que seguiram a risca um manual de privatizações e  implantaram uma mafiocracia jamais vista na argentina. Memoria del Saqueo é fundamental para entender a história política recente do nosso irmão país Argentina.

Assisti esse documentário pela primeira em dezembro de 2008 em Cordobá quando estava conhecendo a Argentina pela primeira vez, o amigo Vitor dono do hostel Joven que recomendo aos que conhecerem Cordoba e buscarem um lugar economico e com alta elevação cultural, onde me hospedei e passei o natal, Vitor é militante do movimento LGBT argentino e participou de vários protestos e lutas mostrados no documentário, me disse que tinha algo que eu deveria assistir para conhecer sobre seu país e as lutas do seu povo. Me choquei com o documentário, e me impressionei muito em ver o quanto a história de roubo e saque das riquezas do meu país são idênticas ao que se passou na Argentina, e se repetiu com a mesma intensidade devastadora na Bolívia e em praticamente todos os países da América Latina, quintal do imperialismo.

O famoso manual de Washington com suas ditaduras, liberalismos e "democracias" eleitas por pequenos grupos detentores do poder economico e das comunicações, se associando ao saque das riquezas dos países pelo capital extrangeiro! Entenda e sinta a Argentina!


As ruas cantam: "El pueblo no se vá!" - "El pueblo, unido, jamás sera vencido!" - "El pueblo ganó!"







Filme inteiro em espanhol - Parte 1 e Parte 2
estou buscando a versão para download com legenda em português mas está difícil de encontrar, assim que encontrar atualizo aqui.. no entanto recomendo tentar ver e ouvir em castelhano, é um espanhol bem claro, da para entender praticamente tudo, é só deixar o espanhol entrar nos ouvidos!


O Diretor Fernando Pino Solanas


NOTA DE INTENCION:
La tragedia que nos tocó vivir con el derrumbe del gobierno liberal de De la Rúa, me impulsaron a volver a mis inicios en el cine, hace más de 40 años, cuando la búsqueda de una identidad política y cinematográfica y la resistencia ala dictadura, me llevaron a filmar “La Hora de los Hornos”. Las circunstancias han cambiado y para mal: ¿Cómo fue posible que en el “granero del mundo” se padeciera hambre? El país había sido devastado por un nuevo tipo de agresión, silenciosa y sistemática, que dejaba más muertos que los del terrorismo de Estado y la guerra de Malvinas. En nombre de la globalización y el libre comercio, las recetas económicas de los organismos internacionales terminaron en el genocidio social y el vaciamiento financiero del país. La responsabilidad de los gobiernos de Menem y De la Rúa no exime al FMI, al Banco Mundial ni a sus países mandantes. Buscando beneficios extraordinarios nos impusieron planes neoracistas que suprimían derechos sociales adquiridos y condenaron a muerte por desnutrición, vejez prematura o enfermedades curables, a millones de personas. Eran crímenes de lesa humanidad en tiempos de paz.

Una vez más, la realidad me impuso recontextualizar las imágenes y componer un fresco vivo de lo que habíamos soportado durante las tres décadas que van de la dictadura de Videla a la rebelión popular del 19 y 20 de diciembre de 2001, que terminó con el gobierno de la Alianza. “Memoria del Saqueo” es mi manera de contribuir al debate que en Argentina y el mundo se está desarrollando con la certeza que frente a la globalización deshumanizada, “otro mundo es posible”.
Fernando E. Solanas

CARTA A LOS ESPECTADORES:
Cientos de veces me he preguntado cómo es posible que en un país tan rico la pobreza y el hambre alcanzara tal magnitud? ¿Qué sucedió con las promesas de modernidad, trabajo y bienestar que pregonaran políticos, empresarios, economistas iluminados y sus comunicadores mediáticos, si jamás el país conoció estos aberrantes niveles de desocupación e indigencia? ¿Cómo puede entenderse la enajenación del patrimonio público para pagar la deuda, si el endeudamiento se multiplicó varias veces comprometiendo el futuro por varias generaciones? ¿Cómo fue posible en democracia tanta burla al mandato del voto , tanta degradación de las instituciones republicanas, tanta sumisión a los poderes externos, tanta impunidad, corrupción y pérdida de derechos sociales?
Responder a los interrogantes que dejó la catástrofe social o repasar los capítulos bochornosos de la historia reciente, sería imposible en los limitados márgenes de una película: hacen falta muchas más, junto a investigaciones, debates y estudios para dar cuenta de la magnitud de esa catástrofe.

Esta película nació para aportar a la memoria contra el olvido, reconstruir la historia de una de las etapas más graves de la Argentina para incitar a denunciar las causas que provocaron el vaciamiento económico y el genocidio social. "Memoria del saqueo" es también un cine libre y creativo realizado en los inciertos meses de 2002 , cuando no existían certezas sobre el futuro político del país. A treinta y cinco años de "La Hora de los Hornos", he querido retomar la historia desde las palabras y gestos de sus protagonistas y recuperar las imágenes en su contexto. Procesos e imágenes que con sus rasgos propios también han golpeado a otros países hermanos. Es una manera de contribuir a la tarea plural de una refundación democrática de la Argentina y al debate que en el mundo se desarrolla frente a la globalización deshumanizada con la certeza de que "otro mundo es posible".
Fernando Solanas / Marzo 2004

Informações...
Ano de Lançamento: 2003
Origem: Suiça, França, Argentina
Duração: 114 Minutos
Gênero: Documentário
Idioma: Espanhol
Direção: Pino Solanas

Não deixe de assistir e difundir!
Beijus,
Diogo