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Bolívia: El Cocalero

A dica de documentário para este fim de semana é O COCALEIRO, do diretor Equatoriano Alejandro Landes, uma coprodução Bolívia-Argentina. O filme foi filmado por uma câmera de mão do diretor e traz a tona o interior da campanha que levou o aymara Evo Morales a ser o primeiro indigena eleito Presidente da Bolívia, país com 80% de sua população Indígena.


As filmagens iniciam-se 68 dias antes da eleição, o diretor comentou em entrevistas que no meio das filmagens foi suspeitado  por Evo que ele estivesse a serviço da CIA, e depois de passar 2 semanas impedido de filmar, Evo foi convencido do contrário e Alejandro pôde voltar a filmar os bastidores dos dias que antecederam a eleição. O filme mostra quem é o simples cocaleiro da região do Chapare, sindicalista, com toda uma história de vida muito dificil, pobre e sofrida, como a maioria absoluta da Bolívia, que venceu tantas lutas até a vitória da guerra da coca empregada pelos EUA.

A folha de coca para o Bolíviano é um símbolo religioso e cultural dos povos originários, usada a milênios para suportar-se as altas altitudes do alti-plano e com diversas outras finalidades religiosas e medicinais.

Marcante em vários momentos do país, usada para que os milhares de indígenas que padeceram em mais de 2 séculos da exploração espanhola das minas de Potosí conseguisem trabalhar por dias dentro das minas, até hoje importante para suportar a fome, o trabalho exessivo e até mesmo para uma leve dor de cabeça causada pela altitude, pois comprovadamente a folha de coca é benefica, além do significado sagrado que a Hoja de Coca tem, pois a mesma foi um presente da Pachamama, deusa dos Incas, Mãe Terra, que concebeu a folha de coca aos povos do alti-plana, folha essa, sagrada.

A folha de coca é completamente diferente da Pasta Base da Cocaína, são coisas completamente diferentes, a folha é um chá do povo boliviano, consumida como o café para os brasileiros; os Estados Unidos no entanto com seus governos locais por tanto tempo na América Latina e na Bolívia, que assassinaram lá atraz o Che e sempre saquearam as riquezas naturais da Bolívia, fazerem da Bolívia que é um país tão rico em diversidades minerais e naturais ter o povo mais pobre da América do Sul, estes EUA que sempre tiveram até a eleição de Evo em 2005 influência direta nas decisões do país, nomeando os ministros e os próprios presidentes, preferiu investir pelo baixo custo que ao mesmo tempo dava poder economico e força militar que sempre sustentou esses governos das elites locais, financiar des da década de 80 a guerra para erradicar a folha de Coca nos países produtores da folha, como Colômbia, Peru e Bolívia do que combater o seu tráfico e consumo internos, eis a Guerra da Coca.

Tentar erradicar a folha de coca para o povo boliviano foi uma insanidade tão grande quanto seria tentar erradicar o café para os brasileiros, sem levar em conta o sentido sagrado, medicinal e cultural da folha para os bolivianos, tal insanidade, depois do povo boliviano ter vencido diversas guerras entre 2000 a 2005, como a Guerra da Água e a Guerra do Gás contra a dominação extrangeira, a vitória da Guerra da Coca, vencida depois de muitas lutas e muitas mortes, foi expressa pelo povo nas urnas, dando pela primeira vez na história do país uma vitória por maioria absoluta a um presidente,  primeiro presidente indígena, o povo se elegendo para transformar a realidade.

O documentário é uma oportunidade única para conhecer-se um pouco da Bolívia e seu povo, um pouco da sua história recente e de quem é e o que materializa Evo Morales.  O documentário nos moldes do Entreatos de João Moreira Salles - 2004, que filmou a campanha presidêncial de Lula no Brasil, se diferencia por ser uma filmagem sem recursos e retratar uma campanha pobre e simples, ao mesmo tempo em que traz a visão dos cocaleros, campesinos e toda a euforia do clima do país com a  pespectiva da próximidade da vitória dos vencidos. Além de Evo, a lider sindical Leonilda Zuritam, co-protagoniza o documentário!

Sinta a Bolívia e seu povo, sinta um pouco dos momentos que antecederam o início simbolíco da Revolução  em curso, dos Povos Originários da Bolívia!

Filme com legenda em espanhol, da para entender bem escutando e lendo, ainda não achei com legenda em português, asism que achar adiciono nesta postagem:





Link do sítio do filme - http://www.cocalerofilm.com


Sinta e difunda,
Beijus,
Diogo

Hip Hop de Bolívia

Abaixo compartilho com vocês entrevista que li no Jornal Resumen LatinoAmericano, sobre o grupo músical Ukamau Y Ke, que mescla no Hip Hop vários estilos e culturas folclóricas da Bolívia. Para escutar suas músicas visite - http://es.hipzoma.com/fichas.jsp?id=17
Os Ukamau Y Ke sáo de El Alto, cidade a 4 mil metros de altura, maior conglomoredo urbano da Bolívia com quase 900 mil habitantes, sede da guerra do gás, dentre outros momento decisivos protagonizados alí. Trazem muito em suas cançóes da história recente de lutas do povo da Bolívia. Abrazos revolucionários, Diogo.

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"USAR O QUE O IMPÉRIO NOS DÁ, COMO UM INSTRUMENTO DE LUTA"

“Nós queremos fazer nossa gente se sentir orgulhosa, o quechua, o guarayo, o guarani, o aymara, o colla, porque sempre estiveram apagados. Recuperar essa cultura através da música é nosso objetivo.” Abraham Bohorquez de 25 anos, morador de El Alto e membro da banda falecido em maio deste ano, nos conta ( em julho de 2007 para o Jornal Prensa de Frente ) de que maneira o racismo imperante na Bolivia foi impacatado pelo atual processo de mudança, as lutas, a chegada ao poder de um indígena.

Para começar, nos conte como nasceu o Klan Waynarap.

Somos um forte grupo de jovens envolvidos com a mùsica de arte urbana das ruas, montando poesias com um conteúdo mais social, náo apenas de protesto como também com propostas, que tem amadurecido a partir de 2003 aqui em El Alto. Muita gente tem tomado consciència depois da grande matança de outubro, e com a saída de Gonzalo Sanches de Lozada. Temos conseguido montar um Klàn, com jovens de La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba que hoje se forma o Waynarap. Dessa uniào surgem diferentes bandas. Eu integro Ukamanu y Ke, uma expressáo aymara que significa "Es así y qué”.

Qual é o objetivo das bandas?

A música nos tem ensinado a valorizar a mensagem, por que as pessoas te escutam. Tudo isso tem sido como uma escola. Temos passado pobreza, falta de dinheiro. E a música foi o ponto de ligaçáo. Usar o de fora, o que o império nos impóe como um instrumento de luta, dando a volta, jogando com seus mesmo jogos. Ao mesmo tempo chegar a muitos jovens para conscientizar já que muitos dizem que o Hip-Hop está na moda, agarrar essa moda, porém pelo outro lado. Existem os MCs, Breakers, participando do processo de mudança que está vivendo o país.

Vocês tem conseguido gravar as músicas?

É complicado gravar porque é muito caro, porém por sorte alguns amigos conseguiram comprar um computador, e daí conseguimos fazer algo que da-se para escutar. Ajudamos-nos, um começa a criar com um rítmo que se passa a outro, e assim vamos juntando tudo. Sobretudo nas ruas. E assim fomos crescendo.

Em que os jovens sáo mais afetados pela cultura dominante?

Os jovens muitas vezes náo se dáo conta. Vivemos enganados com isso de “os jovens sáo o futuro da Bolívia”, imagine!!!, agora sou jovem, no futuro já serei velho. Agora é quando tenho que participar!. Enquanto haja injustiça, enquanto exista pobreza vamos seguir esculpindo verdades com poesias. Ainda que nos doa. É a realidade, náo podemos cantar sobre sexo e álcool todo dia, existe muito mais que isso. Eu tenho um dito que é diz: hoje em dia apareceram muitos muitos novos talentos, mas que só cantam sobre alcool e sexo, porém lamentavelmente, se esqueceram dos nossos mortos. Daquela gente que luta por igualdade, dessa gente que luta porque esta sobrevivendo na pobreza, náo apenas na Bolívia mas como no mundo inteiro, e nunca sáo mostrados, sempre nos mostram a cara bonita.

O que foi mudado nessa realidade nos últimos anos?

Muito, te conto. No mesmo colégio, si você estudasse em La Paz, quando dizia que vivia em El Alto, te diziam Uhhhh!, aí só existem marginais, só camponês e indio!. Te perguntavam “E sua máe de onde é? E quando respondia “Minha máe é de pollera” “Uhhh!” “Sua máe é campesina”. E muitos jovens ocultavam isso e diziam que viviam na Buenos Aires ou na La Garita ( ruas de La Paz ), para evitar esse racismo. Hoje em dia estamos rompendo com isso. Minha máe é aymara e agora me fala em seu idioma, e estou muito orgulhoso disso. E as vezes eu náo a posso responder, porque náo me ensinaram na escola a falar aymara, ensinaram-me somente espanhol, e minha familia acreditava que o bom era falar espanhol, para que eu náo me sentisse humilhado por essas coisas. Porém hoje em dia, olhando por outro lado nos damos conta que as coisas náo sáo assim. Que é melhor manter essas etnias vivas, que somos o produto disso e que têm nascido algo para sentirmos-nos orgulhosos, do processo de mudança e até mesmo com o próprio presidente. Muita gente têm esperanças porque dizem que chegou ao poder um dos nossos, alguém de baixo.
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Traduçáo: Diogo Raimundo Ramalho – Estudante de Letras Espanhol da Universidade de Brasília – UnB Fonte: Jornal Resumen Latinoamericano - www.resumenlatinoamericano.org ediçáo Agosto a Setembro de 2009. Entrevista feita em 2007 pelo jornal Prensa de Frente.

Primeiros passos na Bolívia - O Trem - Santa Cruz

De 20 de Agosto a 21 de Agosto - A entrada na Bolívia, um pouco do famoso trem da morte e Santa Cruz de La Sierra.
Depois do longo processo ¨psico-propina¨ ( ler post Brasil-Bolívia - Propina para passar ) passado na fronteira, eu e os capixabas Di e Modis caminhamos até a esquina da longa rua que dá para a estaçáo ferroviária de Puerto Quijano e tomamos um taxi que de início nos cobrou 10 reais e ao final depois da negociaçáo nos levou por 1 real cada, uma moedinha de cada um. Um real na Bolivia equivale a 3,50 Bolìvianos, 1 dólar equivale a 7,00 B$. Alías, é quase que uma dinämica geral aqui pelos países da américa do sul, o dólar compra geralmente três vezes mais coisas no países, e o real compra o dobro, nossa moeda Real tá no meio, e no topo o Euro.
Na estaçáo náo havia mais passagem para o tradicional trem da morte, só havia para o trem intermediário, mais para turistas, o trem da morte é assim apelidado porque é um trem muito antigo, possui passagens extremamente baratas, cadeiras retas, seres viventes diversos de todas as espécies abarrotado de gente e a idade dos vagóes junto com as péssimas condiçóes da linha ferrea, corroboraram para esse histórico apelido de trem da morte. Mas mesmo o trem da morte tem melhorado, e o pròprio vendedor do guichë coloca os turistas nesse segundo trem, o que fomos, que é um pouco menos velho.

Eu andei no trem da morte em 02 de Janeiro de 2008, primeira viagem que fazia para fora do país e pela Bolívia, cheguei na fronteira três dias antes e perdi o último trem junto com um casal de amigos de Brasília que pegaram o último trem do ano e eu fiquei esperando a amiga Thaísa do Mato Grosso que de última hora disse que também iria viajar pela Bolívia e que pediu que a esperasse na fronteira, daí eu e Thaisa conhecemos na última noite do ano em Puerto Quijaro o trio de estudantes pollos do Rio de Janeiro, Lucas, Luisa e André, que também estavam entrando na Bolívia e que iriam até Machu Pichu no Peru, e para nós 5 náo passarmos o reveion em Puerto Quijaro fomos de önibus até Roboré, cidade que batemos o olho no mapa e falamos, é aí que vamos passar a virada. Chegamos ao povoado de Roboré faltando 4 horas para a virada do ano, reveion marcante, com outros 3 hipies que conhecemos, um da africa do sul, o outro brasileiro e um argentino, que pedalavam pelo continente.. No outro dia acordamos e conhecemos uma natureza maravilhosa e muito conservada, dentro da àrea do exército da Bolìvia e dos pernilongos que moravam num trajeto no meio da caminhada e que avançavam em conjunto sobre os que alí passavam. Daì de Roboré para Santa Cruz fomos de trem da morte.
Assim como o trem da morte, o trem dessa viagem nos levava como um önibus, as vezes passando por buracos e lombadas, e outras vezes como um cavalo pisando macio num ritmo quase musical da subida e descida na velha e má conservada estrada de ferro, toda torta. Ambas passagens saem bem baratas, no trem da morte de Puerto Quijaro até Santa Cruz de la Sierra a passagem saí entre 40 a 80 pesos bolivianos ( entre 10 a 25 reais ) e no trem mais ou menos pagamos dessa vez 130 Bolivianos ( 35 reais ) para viajar 16 horas, 640 Kms.



foto do trem intermediário:



Foto do interior do trem da morte:


O trem Oriental, como é chamado, foi privatizado em 1995 junto a grande onda de privatizaçóes que varreu náo só a Bolívia mas como todos os países da América Latina, como as ditaduras que também foram gerais, promovidas pelos EUA. A privatizaçáo fez com que os serviços já ruins pela pobreza da Bolívia piorassem ainda mais. Porém atualmente com o governo Evo o trem tem melhorado nos últimos 4 anos. Mas nada tira o brilho da viagem que é extremamente agradável, uma janelona e no cenário além de pastos muitas áreas náo devastadas, borboletas de todas as cores, o trem para o tempo todo, entram várias cholas ( as índias bolivianas ) passam nos vagóes vendendo desde frango com batata e arroz a pasteis e gelatinas. As vozes marcam para sempre o viajante ¨Thintia Fria, limonada fria, Uñapé ( páo de queijo ), dentre outros sonoros sons que avisam de várias comidas passando. A noite os vagóes dormem, puxados noite adentro com os sons e os balanços da ferrovia, as gentes todas sonhando.


Logo pela manhá começa a chegar aos arredores da Capital do Departamento de Santa Cruz, Santa Cruz de La Sierra. Ás 09 da manhá eis que surge a táo esperada Santa Cruz, berço da direita bolíviana, maior estado em território, centro financeiro da Bolívia, como uma Sáo Paulo se comporararmos proporcionalmente.


Apesar das suas caratéricas político-ecnomömicas peculiares concentrando a grande elite latifundiária do país e uma grande classe média, seu povo é trabalhador e te recebe muito bem, a cidade é circundada por anéis, o primeiro anel circunda o centro que tem como centro a praça central onde encontra-se a igreja, a prefeitura, bancos e o comitê civico, além de comércios, esse modelo de praça com igreja, política e banco alís está presente na maioria das cidades e povados bolivianos e em todas as 9 capitais do País. Santa cruz náo conta com grandes atraçóes turísticas naturais, tem como atraçáo principal os monumentos que cercam o centro. Os anéis que circundam Santa Cruz sáo 5, e a medida que se afasta do centro a surge a enorme Santa Cruz com suas enormes periferias. Conheci algumas dessas periferias, é uma Santa Cruz completamente aparte do bonito maquiado Centro da Cidade.


É uma cidade gostosa de ficar, o povo pratica muitos esportes, trabalha muito e tem opçóes de comidas diversas além da tradiconal sopa de entrada, frango, arroz e batata da Bolìvia, existe até um Restaurante Brasileiro no Centro de Santa Cruz, chamado Rincon Brasileiro. É a oportunidade de se despedir da comida brasileira comendo um feijáo, arroz, carne, salada, é a despedida gastronomica, daí para frente esqueça feijáo e etc. O restaurante é um self-service, outra coisa que você náo vai encontrar Bolívia a frente, o preço do kilo é um pouco salgado, 55 Bolívianos, o equivalente a 17 reais, mas vale a pena a despedida no restaurante brasileiro, você se sente como no Brasil, e alìas, o restaurante é muito frequentado pelos brasileiros que vivem em Santa Cruz. Muitos jovens brasileiros e brasileiras vivem hoje em Santa Cruz para fazerem Medicina, um curso de Medicina em Santa Cruz saí por 190 Doláres mensal, menos de 400 reais, o grande problema é que náo poderáo exercer a profissáo no Brasil, pois náo ha reconhecimento do diploma.


Deixo indicado o Alojamiento San Miguel, 3 cuadras a esquerda do terminal e mais 4 a direita e 1 a esquerda, das 5 vezes que passei por Santa Cruz alí me hospedei 4 vezes, é de um senhor e uma senhora que possuem vários gatos e sáo bem sérios e mais ou menos gentis, mas te recebem muito bem, e o melhor é diária, um quarto com 3 camas saí por 15 bolivianos (4 reais), o banho é frio mas Santa Cruz faz calor a maior parte do ano, tanto o clima quanto a vegetaçáo sáo bem Brasil ainda. O banho frio nem é táo frio e faz um bem danado, o alojamiento é a casa do casal, tem bastantes flores é bem limpinho e muito bem cuidado.

Voltando a viagem de trem até Santa Cruz, eu e os dois capixabas pegamos o Trem em Puerto Quijarro ás 16.30h, a viagem foi muito tranquila, conhecemos outros brasileiros que estudam em Santa Cruz, o Di foi sentado com um bolìviano chamado Marcos muito gente fina e que trocaram muitas idéias, o Modis foi sentado com uma Boliviana e ficou brincando com ela pedindo o endereço em Santa Cruz para irmos dormir na casa dela, e ao meu lado foi uma senhora Bolíviana que parecia triste e angustiada com algo, trocamos palavras básicas, ´permiso, perdón, gracias´. Eu dormi na primeira hoja da viagem, vinha a duas noites durmidas em önibus de Brasília até alí, as 02 da manhá acordei, o trem inteiro dormia, passei umas 2 horas acordado, no meio do trem vendo as estrela com seus brilhos fortes no céu e depois sentado ouvindo os sons dos sonhos das pessoas.

Logo que acordei umas 6 da manhá já passava um senhor vendendo cafezinho, 3 bolivianos o copo cheio de café, esse cafézinho é tradiçáo tomá-lo, recomendo. Em duas horas chegamos a Santa Cruz, despedimos dos amigos todos que fizemos, tiramos foto, e levei os rapazes para o Alojaminto San Miguel.


Lá chegando pagamos cada um os 15 Bolívianos da diária, tomamos banho e da chegada no alojamento ao processo do banho mudamos todos os rumos. Pensavamos em ficar todos naquela sexta-feira em Santa Cruz e tomarmos nossos rumos no sábado, eu inicialmente pensava em ir logo para uma cidade perto da fronteira com o Paraguai e conhecer mais desse outro cantinho do Sul da Bolívia que náo conhecia, e os dois pensavam em ir no Sábado para Sucre. Eu num processo de uma hora de reflexáo pensei, porque náo ir para Trinidad, capital que ainda náo conheço do Departamento de Benni, que sempre que quis ir a estrada estava com algum bloqueio..... é isso, me decidi, me vou a Trinidad hoje sexta, já conheço Santa Cruz bem, me vou.. E os dois tomaram também a decisáo de irem naquele mesmo dia porque caucularam bem e viram que o pequeno tempo que o Modis tinha de 15 dias para percorrer a Bolívia, o Sallar de Yuuni, e o Peru estava estrangulado já.. E daí decidimos todos tomarmos nossos rumos naquele mesmo dia, voltamos ao terminal, eles compraram a passagem para 17:00h rumo a Sucre, capital constitucional da Bolívia, a minha passagem quando fui comprar me disseram que tinha bloqueio na estrada por protestos e que nenhuma empresa estava vendendo para Trinidad naquele dia, procurei melhor e encontrei uma empresa que me garantiu que mesmo com o bloqueio iria fazer o viagem, parando antes do bloqueio, os passageiros descendo e caminhando até outro önibus depois do bloqueio dos manifestantes, isso de madrugada. Eu topei, a passagem de 60 Bolívianos consegui por 40$B ( cerca de 14 reais ) 600 Km pela frente, passagem comprada para as 20:30h com previsáo de chegada as 06:00h da manhá.

Daí a chegada a Trinidad com o sol nascendo e as motos saíndo pra andar, eu contei no post Trinidad, a cidade das motos que náo sabiam parar, que inclusive agora farei uma revisáo, pois o escrevi no meio da viagem numa correria danada.

Próximo capítulo, a volta de Trinidad para Santa Cruz e a ida para a fronteira Bolívia-Paraguai, cortando o Paraguai duma ponta a outra, chegando a capital Assunçáo!

Senta que evêm história!

Abrazos,
Diogo

Fronteira Brasil - Bolìvia \ Propina para passar

Vou contar agora o episodio que náo pude contar quando estava em solo Boliviano por questáo de segurança pois ao mesmo tempo que se trata de um relato, é tambèm uma denuncia e um toque aos viajantes que por essa fronteira forem passar.

Na minha primeira viagem para a Bolìvia em dezembro de 2007 tive problema tambèm alì na fronteira de Corumba - Brasil com Puerto Quijaro - Bolívia. Na època náo tinha passaporte e viajava somente com a Identidade ( Bolìvia, Paraguai, Uruguai, Argentina e Peru fazendo parte do convënio de livre tränsito do Mercosul, basta ter a identidade para entrar em qualquer um desses paìses ) só que levei a carteira de motorista, que no Braisl é Identidade, mas aì o policial aproveitou e disse que só aceitava Cèdula de Identidade, daì eu fui obrigado a pagar uma propina de 10 reais na època, o que equivalia a 40 bolivianos para passar. Minha amiga Taisa do Mato Grosso que chegou em seguida nessa viagem, também teve de pagar propina para fazer um cartáo de vacinaçáo falso em Puerto Soares e voltar a fronteira de Puero Quijaro, tudo ¨legal¨ feito com a policia boliviana.

Dessa vez foi assim:
Cheguei em Corumba no dia 20, 6 horas da manhá. Ancioso que estava para cruzar a fronteira fui atè a fronteira, passei ao lado boliviano, náo havia ninguèm e nada estava aberto ainda, voltei a Corumba para sacar o dinheiro que precisava e voltei de novo para a fronteira jà perto das 9 horas da manhá.

Dentro do önibus urbano vi dois brasileiros que tambèm iam para a fronteira, os dois bem vestidos, todos limpinhos e arrumadinhos, com etiquetas de vöo nas mochilas.. Um deles perguntou a uma senhora - ¨tem önibus de ar condicionado¨¿ daì eu dei uma leve risada comigo mesmo, pensando comigo ¨Que calouros de Bolívia¨. Daì puxei assunto, jà disse logo, amigo, esquece önibus com Ar Condicionado, esquece önibus novo, esquece önibus com banheiro, esqueça asfalto, vocës estáo entrando na Bolívia, paìs mais pobre da Amèrica do Sul. E assim começou a amizade de Diogo, Modis e Di.
Descemos conversando, os dois vinham do Espirito Santo, Di é formado em agronomia e o Modis em medicina, estavam indo conhecer a Bolívia rumo ao Peru, Mathu Pithu, destino comum dos viajantes que passam por Bolìvia.

Fomos caminhando, fui falando sobre a Bolìvia pros dois até chegarmos na imigraçáo.

Chegando na Imigraçáo fui o primeiro a ter meu passaporte carimbado e a receber o papelzinho verde que serve como documento de entrada no paìs e que tem de ser devolvido na saìda do País.
Daí quando Modis e Di foram carimbar, o policial percebendo o quanto eles eram navegantes de primeira viagem, pediu 5 reais de contribuiçáo para o Modis, ele olhou pra mim, eu fiz o sinal de que ele náo deveria pagar, pois se tá tudo certo náo se tem que pagar nada para carimbar o passaporte..

Daì ele náo pagou, e aì nossos problemas começaram. O policial que pediu o dinheiro disse que náo ia carimbar o passaporte do Modis, eu fui falar com o policial e ele me pediu meu passaporte e me tomou a folhinha verde e me pediu meu cartáo de vacinaçáo de novo, daí aproveitou que meu cartáo tava um pouco velho e disse, arruma outro cartáo porque com esse vocë náo entra na Bolìvia.
Daì eu fui dialogar, expliquei que conhecia toda a Bolìvia, que sei dos procedimentos, que náo estava certo, que náo havia motivo legal para náo nos deixarem entrar, e daì o outro policial veio, tomou meu passaporte e deu logo um carimbo - ANULADO
Fudeu....
Fomos para uma sala ao lado, enquanto eles carimbavam a entrada de outros turistas e o policial veio bravo e falou, vocë vai ficar aí o dia todo, e agora vocës só entram se pagarem 50 reais.
Um outro policial que era o bonzinho da historia mas que compactuava com todo o esquema de corrupçáo veio conversar comigo, me disse que os Bolivianos quando váo entrar no Brasil a Policia brasileira chega a cobrar 2 mil reais deles, que sáo tratados mal no Brasil, tentou justificar o que estavam fazendo conosco pelo que se fazem com os Bolivianos.. Eu lhe disse que náo tinha nada haver com o que alguns irmáos brasileiros fazem, que eu por minha vez amo a Bolìvia e o povo da Bolìvia, que tenho imenso respeito pelo País, que estudo a Bolìvia, e daì seguimos conversando..

Depois de nos deixar uns 30 minutos nesse clima de ¨vocës náo váo entrar no meu país¨, o policial do mal aceitou conversar, lhe expliquei novamente tudo e levei 20 reais meu, 20 do Modis e 20 do Di,
60 no total, isso em Bolivianos sáo quase 200 bolivianos, daì um outro policial passou ao meu lado e pegou bem dispistado o dinheiro na minha máo, dei nossos trës passaportes, o meu o único que tinha sido Anulado, ele deu outro Carimbo logo embaixo, e assim estreiei meu passaporte, com um anulado grande no primeiro carimbo.

Depois disso conseguimos cruzar a fronteira e pegar o trem da morte atè Santa Cruz de La Sierra.

Jà passei por 6 fronteiras de todos os cantos da Bolìvia, norte, sul, leste e oeste da Bolìvia, e a ùnica fronteira que sempre hà problemas com ter que pagar propina è essa importante fronteira com o Brasil.

Uma vergonha isso ocorrer táo descaradamente, mas ha quem denunciar?
No meio da discussáo eu disse ao policial que náo tinha base legal para fazer o que estava fazendo e que eu iria denunciar ao meu consulado, ele me disse, vá, vá denunciar..... ou seja, náo passa nada, o Brasil vai fazer o que???

Enfim, uma triste realidade que espero que um dia acabe, e quem for passar pela fronteira de Corumba e os policiais pedirem 5 reais de ¨contribuiçáo¨ ilegal é melhor dar logo do que ter que dar muito mais logo em seguida..

-.-.-.-.-.-

Abrazos,
Diogo

Beni – Trinidad - A cidade das motos que náo sabem parar

Saí de Santa Cruz äs 20:30h, quando cheguei ao terminal 4 minutos antes, o senhor que me vendeu a passagem pela manhá, que havia dito para que eu ligasse confirmando as 17h para confirmar de onde saíria e que se saísse teriamos que cruzar o bloqueio na estrada caminhando e tomando outro ónibus depois do trajeto bloqueado, me disse que o bloqueio tinha se levantado havia 30 minutos e que o náo teriamos que trocar de ónibus. Ao meu lado no ónibus foi sentada uma senhora muito boazinha, ela queria saber várias coisas, de onde eu era, o que fazia, onde estavam meus pais, como era o brasil, como era brasilia, ela como todos que conversei até agora foram unanimés, a capital do brasil é sáo paulo, e sempre que digo que venho de brasília, eles perguntam, -- sí, pero donde de brasil? Eu digo, de brasília, mas para os bolivianos e creio que pra maioria do mundo, brasilia é uma cidade desconhecida. A senhora nasceu em trinidad há 84 anos atraz, quando come{camos a conversar a conversa levou a que ela expressasse uma opniáo política, eu arrisquei perguntar o que ela achava do Evo, ela me olhou profundo, pensou quase dizendo, e soltou um mais ou menos, eu perguntei mais ou menos, ela confirmou dizendo sim, mais ou menos, e mudamos de assunto. Preferi assim, esse náo é assunto que se trata no ónibus indo para Trinidad saíndo de Santa Cruz, uma incognita política pra mim além do que eu sabia, prestes a ser um pouco decirfrada.

Depois do lango papo que eu e a senhora tivemos, dormimos o ónibus todo, o ceu estrelado forte. O último dos vários sonhos que tive, foi o que mais lembrei, foi o que mais vivi, e esse tenho que contar resumidamente para entender-se o todo da caminhanda pela miraculosa trinidad.

O sonho foi assim: Resumidamente: estava eu meio que deitado no mato, um mato amarelo de seca mas claro e umido de come{co de manhá. De repente chegou meu amigo malandro Andrés, de motoca vermelha, fui ver pensando feliz por ele ter comprado a Bros que ele planeja, daí logo depois eu vi que era sundown, daí eu disse que n{ao confiava muito, daí ele disse que ia pegar a outra depois, da{i tinha outra moto meio que caída e daí eu vi minha moto meio que j{a entrando num meio buraco e parando, daí ela tava meio que caída e lembrei no próprio sonho da troca de oleo que tenho que fazer quando voltar, daí apontei um problema na corrente meio torta, como se tivesse que trocar várias pe{cas, da{i tinha algumas motos ao redor, e daí logo em seguida acordei pela terceira e definitiva vez, havia agora sim chegado a trinidad.

A senhora acordou junto comigo, como nas duas paradas anteriores ainda noite, nesse momento o sol nascia vermelho resplandecente no horizonte nas costas do [onibus, consegui tirar uma foto e dará pra se ter uma idéia do qu{ao feliz estive sendo recebido na chegada e no come{co do dia por aquela imagem. Mostrei a foto do sol nascente pra senhora, ela adimirou, tirei uma minha e dela, chegamos felizes, nos despedimos, ela disse cuida-te.

Descendo da rodovi{aria caminhei em torno do quarteiróes de frente em busca de um hotelzinho, estavam todos os 2 que perguntei por 30 bolívianos e náo baixavam nada no valor, caminhei mais, logo me impressionei pela quantidade de motos que passavam por mim o tempo todo, caminhei uns 4 quarteir{oes, visualizando as motos, muitas bem velhinhas, lembrava do sonho, logo me espantei com mais um sonho que senti antes o que seria a realidade do dia. Decidi ent{ao parar um tio numa moto com uma plaquinha pequena escrito taxi, quanto até o centro, ele disse, 3 bolivianos, eu disse, náo tem como sair por 2, ele disse náo, fomos por 3. Pelo caminho várias motos, a cidade das motos acordava para seu sábado.
Desci na pra{ca, agradeci o tiozinho ao passeio de moto, o primeiro hotel que encontrei ao lado da pra{ca se chamava Paulista, perguntei qual era o mais barato para uma pessoa só, ele disse 30 pesos, perguntei se n{ao tinha como fazer por 25, ele disse que ao lado tinha um mais economico, que se chamava Brasilia.. Eu disse gracias, fiquei at{e feliz, sa{i pensando, claro, brasilia, paulista o qu{e, risos, quando cheguei no brasilia era os mesmo 30 no mínimo e muito precario, sujeito que me atendeu estranho, voltei mais feliz ainda pro seio paulista.. risos, me quedei no Paulista pelos 30 bolivianos, equivalente a 8 reais, a diária ia das 07 da manhá, a hora que entrei, até o meio dia do domingo, eu partiria a noite, tempo certim.
Deixei minhas coisas no quarto, que logo vi que a porta n{ao trancava, bastava empurrar forte ou abrir pela janela, mas sa{i despreocupado. Caminhei bastante pelas ruas, nunca vi tanta moto na minha vida, pensava caminhando, motos de todas as marcas e tipos, todo mundo tem uma motinha tipo bis, japonesas, chinesas, o transito sem leis, capacete é um negocio que nem se sabe o que é, as motinhas carregam toda a gente, vov[os e vov{os pilotando, com dois a tr[es netinhos na 110 cilindrada, familias de 4 e até cinco pessoas eu via passando nas motinhas, crian{cas de 8 anos em diante guiando, muitas levando os pais, caminhava e me admirava, em alguns momentos me senti dentro dum filme, mágico ver o quanto tinha tanta moto, carro, gente e tudo e nada dava errado, nos dois dias que passei a{i caminhando muito e vendo transito o tempo todo, n{ao vi um s{o acidente, nem minimamente uma batidinha, crian{cas recem nascidas, familias, todo o povo de trinidad tem uma moto.
Depois de caminhar quase 2 horas tomei um caf{e da manh{a no mercado municipal, pastel de queijo que em espanhol se chama empanada de queso com leite em pó e um poquinho dum tody mais fraco. Que ótimo, café da manh{a pra sarar o corpo, caminhada pesada de 5 noites diretas dormindo na estrada. Dalí fui ao hotel paulista, tomei um banho, que alivio, deitei um pouco na cama, meu corpo estava t{ao torto quanto o colch{ao, depois de meia hora acesso, dormi uma hora e acordei pulando da cama pra ir conhecer trinidad.
Caminhei pelo centro das 11 da manhá até as 15h, quando passando pela pra{ca um garoto sentado no banco disse, de donde erés amigo, eu disse brasil, perguntei o mesmo, ele disse do Peru, daí já sentei e come{camos a conversar.

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Pessoas queridas acompanhantes desses causos, infelizmente meu tempo de internet acabou e preciso embarcar para a fronteira da Bol{ivia com o Paraguai e dal{i cortar o pa{is at{e sua capital Assun{cao. Assim que ancorar paro para terminar de escrever o que foram os dois dias em Beni.
Partindo da bol{ivia, primeiro país da viagem, que tem morada eterna no meu cora{cao, povo sagrado que eu respeito, rumo a sentir o Paraguai, um incognita, partindo hoje, aos 25 anos, na poltrona 25, para chegar dia 25.


Desculpem pelos acentos, acento aqui é em outro lugar do teclado e to acostumado a digitar assim a tantos anos e to digitando táo rápido, depois com calma tento consertar os erros.

Besitos,
Diogo


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Voltando:

Daì conheci este amigo Peruano, passamos quase 1 hora aì no banco da praça conversando, ele me contando sua vida, eu contando a minha viagem e vida, daì ele me disse que para alugar uma moto saìa por apenas 12 Bolivianos, em reais, 3 reais e 50 centavos.. Aluguei uma moto, basta deixar um documento, saìmos rodando pela cidade, fui atè a casa do amiguinho na periferia de Trinidad, dalì seguimos rodando na motinha 110 cilindradas de marca HAONDA, sáo vàrias desse tipo em Trinidad, de vàrias marcas chinesas.
Depois de uma hora voltamos e aluguei por mais uma hora outra motinha, essa um pouco mais velha, uma biz que sò funcionava o motor, rodamos mais uma hora pelas ruas da periferia que è 90% da cidade, foi uma experiencia ùnica, de motoquinha eu era mais na multidáo das motos, deixava de ser gringo, pois quem náo è da Bolivia è explicito, os Bolivianos tem sua cara, como todo povo de cada paìs tem a sua, por mais difderenças que existam entre a cor da pele e etc, a cara do povo tà impregnado na alma coletiva.. Fomos tambèm no Lago que teme m Trinidad, um lago grande e bonito, com àguas marrom escuro, naum animei a nada porque jà eram quase 5 da tarde e começava a esfriar..
Depois retornamos, entregamos a motinha, peguei meu documento, fui tomar um banho no hostel paulista, e as 21 horas jà estava na praça central de novo, observando aquela diferente cidade boliviana das motos que náo sabiam parar..
A noite comprei duas garrafas de cachaça, eu e o amigo peruano bebemos, conversamo para danà, fomos a dois pontos das festas, um era uma praça, dezenas de motos iam parando, um ou outro carro parava e colocava um som alto, quanta moto meu deus..
Dalì pegamos uma moto taxi e fomos nòs dois mais o motorista na moto, andar de trës è de boa, vàrias vezes eu vi familias de 5 pessoas em motinhas de 100 cilindradas.. Nos saìu 4 pesos a corrida, cerca de 1 real e 50 centavos.. Fomos a um galpáo enorme rodiado de mesas e no fundo, a uns 4 metros de altura, uma banda tocava musicas bolivianas, quase que sem ser vista de táo alto e distante..
No meio fez-se um corredor onde as pessoas dependendo da mùsica tiravam as outras para dançar. Isso de dançar agarradinho è coisa de brasileiro, bolivianos e bolivianas dançam muito respeitosamente a alguns centímetros de distancia.
Chamei uma boliviana para dançar e ela se espantou.. Risos, jà náo sei dançar, ainda mais separado assim. Daì tomei mais umas com o amigo Peruano, ele me contou mais dos casos da sua vida de 19 anos, do pai que è narcotraficante no Peru e qu està preso desde que ele tinha 12 anos, da máe que morreu aos 13, da criaçáo com a avó, da entrada no mundo do crime, do refugio ao qual se encontra escondido nessa longingua terra da Bolivia, da filian que nasceu a dois anos no Peru, da vontade de regresar, das suas esperanças.
Depois disso me fui para o hotel, quando deitei na cama constatei que estava embriagado, escutei um som no outro quarteiráo, levantei e me fui atè o som, era uma discoteca, que por sinal estava muito cheia, entrei e fiquei 15 minutos saì e fui dormir definitivamente.
Acordei com uma resaca violenta, havia misturado cerveja, pinga e um wiski bem barato argentino. Fui a um mercado ao lado do hotel e comprei uma agua, tomei e dormi mais 2 horas atè ser acordado pelo amigo Peruano as 11h.. Estava completamente destruìdo. Tomei mais uns 3 litros dàgua, e alèm da resaca tive que aguantar a fome, pois levei cerca de 120 bolivianos no total, cerca de 35 reais para gastar na viagem toda a Beni, como gastei mais do que podia com Alcohol, o dinheiro da comida do domingo náo tinha.. Eu tinha apenas 50 reais de reserva para caso se pasase algo, porèm como era domingo, náo havia cambista e o ùnico que encontrei sò cambiava dólar e náo real.. Resultado foi que meu almoço foi àgua com 4 CUÑAPÈS, o nosso tradicional páo de queijo..
Ficamos eu e o amigo Peruano a tarde toda na praça, conversando, em silëncio por longo tempo, andando, foi o dia de sentir o domingo de Trinidad.
As motos que nunca param náo param mesmo, no domingo è dia de todo mundo ficar rodando a cidade e contornando a praça com suas motos, quadriciclos e etc.. Os rapazes paquerando as moças no tränsito, muitos pasma a tarde inteira andando de moto, gasolina é muito barato, mais ou menos 1,50 o litro.
Quando foi as 19h descobri que morava um brasileiro perto da praça e aì consegui cambiar os 50 reais, estava varado de fome, comi e aluguei uma moto e ficamos uma hora rodando a cidade toda, conhecendo os cantóes mais de trinidad e me despedindo..

Em seguida, termino de contar a historia de trinidad, e da Bolivia, cheguei no Paraguai, completei ontem 1 semana de viagem e quase 5 mil KMs rodados…

Em breve o fim da història da Bolivia, a historia da fronteira, e a caminhada aquí pelo Paraguai que tem sido Miraculosa!!!

Abrazos y Besos
Diogo


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que conto longo...

bom, daí eu e o amigo peruano rodamos mais ainda pela cidade, foi uma experiência e tanto conhecer a cidade, seus cantos, seus habitos e etc.. mais uma face da diversa bolìvia!
com as fotos entenderáo melhor pq é a cidade das motos que náo sabiam parar.

Quanto a questáo política, vi que apesar dos governantes e latinfudiários do estado de Beni serem contra Evo e o processo de mudança em curso no país desde 2005, o povo mesmo apoia as transformaçóes simbolizadas pelo primeiro indigena a ser eleito presidente.
Evo é a pròpria representaçáo do povo.
80% da populaçáo da Bolìvia è Indigena, sendo 60% da popualaçáo indigenas originarios, que vivem no solo boliviano desde antes dos espanhois chegarem por aí. Apenas 15% da popualaçáo da Bolivia sáo descendentes de Espanhois e mestiços.

É isso, foi uma grande experiëncia conhecer Trinidad.
Abrazos,
Diogo

Beni - Trinidad

Olà,

Estou voltando hoje a Santa Cruz de La Sierra, aqui no departamento Beni e sua capital Trinidad foi irado, vivi dois dias táo intensos aqui que mais pareceram 2 semanas.. Amanhá chegando em Santa Cruz escreverei um resumo do diàrio da viagem das experiëncias sentidas aqui nessa terra longingua e isolada de tudo.
Muita foto loca também, mas essas váo precisar de tempo para serem postadas e isso è o que menos tenho tido.. Das 6 noites que completam hoje de viagem, sò ontem dormi numa cama, foram 4 noites durmindo em önibus e uma em trem, amanhá parto da Bolìvia rumo ao Paraguai.. Hj e amanhá as noites tambèm seráo em önibus, o cansaço deveria estar se abatendo muito forte, mas sáo tantas imagens inèditas e momentos se passando que o corpo e a mente nem se lembram de cansar!
Nesse mesmo tòpico conto a viagem de Beni, amanhá!
besitos,
Diogo

Na Bolìvia

Olà pessoas queridas,

Náo estranhem os acentos, o teclado aqui è diferente.. Estou em Santa Cruz de La Sierra, cheguei hoje (21) de manhá depois de viajar 22 horas de Brasìlia a Campo Grande, esperar por outro önibus mais 6 horas, viajar mais 7 horas de önibus, esperar mais umas 10 horas pelo trem, e seguir 17 horas de trem de Puerto Quijaro atè aqui Santa Cruz.. Resumindo, foram 3 dias de viagem, trës noites dormindo entre önibus e trem, na fronteira tive problemas com a policia da fronteira que contarei em breve, conheci dois brasileiros super gente boas do Espirito Santo na fronteira e viajamos juntos de ontem atè hoje quando logo mais nos separaremos..
Eles seguem para Sucre e eu sigo hoje para Trinidad, capital de Beni, a oitava capital da Bolìvia que conhecerei, faltando apenas Cobija, capital de Pando fronteira com o Acre que passarei em Dezembro quando estiver subindo o continente.
A estrada de terra està bloqueada e a viagem promete ser tensa, Beni e Santa Cruz fazem parte dos estados que compóe a chamada Meia Lua da Direita Boliviana, no domingo retorno de trinidad para sant. cruz, e na segunda parto para o Paraguai, contarei a història completa do que aconteceu nessa caminhada assim que sair da Bolìvia, por questáo de segurança, foi um começo tenso.
Muita emoçóes na Bolìvia, Coraçáo da Amèrica do Sul.
Besitos y Abrazos,
Diogo