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Bolívia: El Cocalero

A dica de documentário para este fim de semana é O COCALEIRO, do diretor Equatoriano Alejandro Landes, uma coprodução Bolívia-Argentina. O filme foi filmado por uma câmera de mão do diretor e traz a tona o interior da campanha que levou o aymara Evo Morales a ser o primeiro indigena eleito Presidente da Bolívia, país com 80% de sua população Indígena.


As filmagens iniciam-se 68 dias antes da eleição, o diretor comentou em entrevistas que no meio das filmagens foi suspeitado  por Evo que ele estivesse a serviço da CIA, e depois de passar 2 semanas impedido de filmar, Evo foi convencido do contrário e Alejandro pôde voltar a filmar os bastidores dos dias que antecederam a eleição. O filme mostra quem é o simples cocaleiro da região do Chapare, sindicalista, com toda uma história de vida muito dificil, pobre e sofrida, como a maioria absoluta da Bolívia, que venceu tantas lutas até a vitória da guerra da coca empregada pelos EUA.

A folha de coca para o Bolíviano é um símbolo religioso e cultural dos povos originários, usada a milênios para suportar-se as altas altitudes do alti-plano e com diversas outras finalidades religiosas e medicinais.

Marcante em vários momentos do país, usada para que os milhares de indígenas que padeceram em mais de 2 séculos da exploração espanhola das minas de Potosí conseguisem trabalhar por dias dentro das minas, até hoje importante para suportar a fome, o trabalho exessivo e até mesmo para uma leve dor de cabeça causada pela altitude, pois comprovadamente a folha de coca é benefica, além do significado sagrado que a Hoja de Coca tem, pois a mesma foi um presente da Pachamama, deusa dos Incas, Mãe Terra, que concebeu a folha de coca aos povos do alti-plana, folha essa, sagrada.

A folha de coca é completamente diferente da Pasta Base da Cocaína, são coisas completamente diferentes, a folha é um chá do povo boliviano, consumida como o café para os brasileiros; os Estados Unidos no entanto com seus governos locais por tanto tempo na América Latina e na Bolívia, que assassinaram lá atraz o Che e sempre saquearam as riquezas naturais da Bolívia, fazerem da Bolívia que é um país tão rico em diversidades minerais e naturais ter o povo mais pobre da América do Sul, estes EUA que sempre tiveram até a eleição de Evo em 2005 influência direta nas decisões do país, nomeando os ministros e os próprios presidentes, preferiu investir pelo baixo custo que ao mesmo tempo dava poder economico e força militar que sempre sustentou esses governos das elites locais, financiar des da década de 80 a guerra para erradicar a folha de Coca nos países produtores da folha, como Colômbia, Peru e Bolívia do que combater o seu tráfico e consumo internos, eis a Guerra da Coca.

Tentar erradicar a folha de coca para o povo boliviano foi uma insanidade tão grande quanto seria tentar erradicar o café para os brasileiros, sem levar em conta o sentido sagrado, medicinal e cultural da folha para os bolivianos, tal insanidade, depois do povo boliviano ter vencido diversas guerras entre 2000 a 2005, como a Guerra da Água e a Guerra do Gás contra a dominação extrangeira, a vitória da Guerra da Coca, vencida depois de muitas lutas e muitas mortes, foi expressa pelo povo nas urnas, dando pela primeira vez na história do país uma vitória por maioria absoluta a um presidente,  primeiro presidente indígena, o povo se elegendo para transformar a realidade.

O documentário é uma oportunidade única para conhecer-se um pouco da Bolívia e seu povo, um pouco da sua história recente e de quem é e o que materializa Evo Morales.  O documentário nos moldes do Entreatos de João Moreira Salles - 2004, que filmou a campanha presidêncial de Lula no Brasil, se diferencia por ser uma filmagem sem recursos e retratar uma campanha pobre e simples, ao mesmo tempo em que traz a visão dos cocaleros, campesinos e toda a euforia do clima do país com a  pespectiva da próximidade da vitória dos vencidos. Além de Evo, a lider sindical Leonilda Zuritam, co-protagoniza o documentário!

Sinta a Bolívia e seu povo, sinta um pouco dos momentos que antecederam o início simbolíco da Revolução  em curso, dos Povos Originários da Bolívia!

Filme com legenda em espanhol, da para entender bem escutando e lendo, ainda não achei com legenda em português, asism que achar adiciono nesta postagem:





Link do sítio do filme - http://www.cocalerofilm.com


Sinta e difunda,
Beijus,
Diogo

Argentina - Memorias del Saqueo

Olá, para este fim de semana de feriadão abrindo novembro gostaria de recomendar para todos e todas que tenham interesse em saber um pouco da história recente da Argentina, seu povo e suas lutas,  as privatizações dos recursos naturais e de todo o estado, ver  o quanto nossas histórias são parecidas e o quanto os processos e mecânismos de exploração operam simultaneamente como uma onda. 

Enquanto a Argentina era considerada o celeiro do mundo  seu povo passava cada vez mais fome, mais de 20% de desempregados, em uma população de 32 milhões de Argentinos no final da década de 90 e inicio dos anos 2000 com 18 milhões de pobres e 8 milhões de famintos, chegando em 2004 com 51% da população abaixo do nível de pobreza. Um país que em anos anteriores chegou a ser considerado de primeiro mundo tornado um dos mais pobres do mundo em um curto período de tempo.

O documentário permite perceber o quanto a aplicação das recomendações norte americanas e do FMI geraram tanta pobreza generalizada e concentração de renda na mão de poucos, o quanto as privatizações saquearam as riquezas dos países colocando-as em mãos extrangeiras, como aqui no Brasil com Fernando Henrique Cardoso tocando privatizações como a da Vale do Rio Doce em 1997 e na Argentina o mesmo se passando em 99 com a privatização da YPF dentre todo um calendário de privatizações de todo o estado, de recursos minerais a fornecimento da água, o lema do Governo Menem número um era de que o estado não operasse nada mais pois tudo deveria ser privatizado. Ambas empresas que simbolizam o maior roubo da história de Brasil e Argentina aos recursos minerais e petrolíferos, foram dadas ao capital extrangeiro por um valor que correspondia em menos de 10% seus valores reais. 

O documentário traz uma analise precisa e lucida acerca do que viveu politicamente a Argentina dos anos 80 até 2004, descrevendo o silencioso genocídio social provocado pelas ditaduras e os seguidos governos neo-liberais, dando enfoque aos governos de Menem e De la Rua, que seguiram a risca um manual de privatizações e  implantaram uma mafiocracia jamais vista na argentina. Memoria del Saqueo é fundamental para entender a história política recente do nosso irmão país Argentina.

Assisti esse documentário pela primeira em dezembro de 2008 em Cordobá quando estava conhecendo a Argentina pela primeira vez, o amigo Vitor dono do hostel Joven que recomendo aos que conhecerem Cordoba e buscarem um lugar economico e com alta elevação cultural, onde me hospedei e passei o natal, Vitor é militante do movimento LGBT argentino e participou de vários protestos e lutas mostrados no documentário, me disse que tinha algo que eu deveria assistir para conhecer sobre seu país e as lutas do seu povo. Me choquei com o documentário, e me impressionei muito em ver o quanto a história de roubo e saque das riquezas do meu país são idênticas ao que se passou na Argentina, e se repetiu com a mesma intensidade devastadora na Bolívia e em praticamente todos os países da América Latina, quintal do imperialismo.

O famoso manual de Washington com suas ditaduras, liberalismos e "democracias" eleitas por pequenos grupos detentores do poder economico e das comunicações, se associando ao saque das riquezas dos países pelo capital extrangeiro! Entenda e sinta a Argentina!


As ruas cantam: "El pueblo no se vá!" - "El pueblo, unido, jamás sera vencido!" - "El pueblo ganó!"







Filme inteiro em espanhol - Parte 1 e Parte 2
estou buscando a versão para download com legenda em português mas está difícil de encontrar, assim que encontrar atualizo aqui.. no entanto recomendo tentar ver e ouvir em castelhano, é um espanhol bem claro, da para entender praticamente tudo, é só deixar o espanhol entrar nos ouvidos!


O Diretor Fernando Pino Solanas


NOTA DE INTENCION:
La tragedia que nos tocó vivir con el derrumbe del gobierno liberal de De la Rúa, me impulsaron a volver a mis inicios en el cine, hace más de 40 años, cuando la búsqueda de una identidad política y cinematográfica y la resistencia ala dictadura, me llevaron a filmar “La Hora de los Hornos”. Las circunstancias han cambiado y para mal: ¿Cómo fue posible que en el “granero del mundo” se padeciera hambre? El país había sido devastado por un nuevo tipo de agresión, silenciosa y sistemática, que dejaba más muertos que los del terrorismo de Estado y la guerra de Malvinas. En nombre de la globalización y el libre comercio, las recetas económicas de los organismos internacionales terminaron en el genocidio social y el vaciamiento financiero del país. La responsabilidad de los gobiernos de Menem y De la Rúa no exime al FMI, al Banco Mundial ni a sus países mandantes. Buscando beneficios extraordinarios nos impusieron planes neoracistas que suprimían derechos sociales adquiridos y condenaron a muerte por desnutrición, vejez prematura o enfermedades curables, a millones de personas. Eran crímenes de lesa humanidad en tiempos de paz.

Una vez más, la realidad me impuso recontextualizar las imágenes y componer un fresco vivo de lo que habíamos soportado durante las tres décadas que van de la dictadura de Videla a la rebelión popular del 19 y 20 de diciembre de 2001, que terminó con el gobierno de la Alianza. “Memoria del Saqueo” es mi manera de contribuir al debate que en Argentina y el mundo se está desarrollando con la certeza que frente a la globalización deshumanizada, “otro mundo es posible”.
Fernando E. Solanas

CARTA A LOS ESPECTADORES:
Cientos de veces me he preguntado cómo es posible que en un país tan rico la pobreza y el hambre alcanzara tal magnitud? ¿Qué sucedió con las promesas de modernidad, trabajo y bienestar que pregonaran políticos, empresarios, economistas iluminados y sus comunicadores mediáticos, si jamás el país conoció estos aberrantes niveles de desocupación e indigencia? ¿Cómo puede entenderse la enajenación del patrimonio público para pagar la deuda, si el endeudamiento se multiplicó varias veces comprometiendo el futuro por varias generaciones? ¿Cómo fue posible en democracia tanta burla al mandato del voto , tanta degradación de las instituciones republicanas, tanta sumisión a los poderes externos, tanta impunidad, corrupción y pérdida de derechos sociales?
Responder a los interrogantes que dejó la catástrofe social o repasar los capítulos bochornosos de la historia reciente, sería imposible en los limitados márgenes de una película: hacen falta muchas más, junto a investigaciones, debates y estudios para dar cuenta de la magnitud de esa catástrofe.

Esta película nació para aportar a la memoria contra el olvido, reconstruir la historia de una de las etapas más graves de la Argentina para incitar a denunciar las causas que provocaron el vaciamiento económico y el genocidio social. "Memoria del saqueo" es también un cine libre y creativo realizado en los inciertos meses de 2002 , cuando no existían certezas sobre el futuro político del país. A treinta y cinco años de "La Hora de los Hornos", he querido retomar la historia desde las palabras y gestos de sus protagonistas y recuperar las imágenes en su contexto. Procesos e imágenes que con sus rasgos propios también han golpeado a otros países hermanos. Es una manera de contribuir a la tarea plural de una refundación democrática de la Argentina y al debate que en el mundo se desarrolla frente a la globalización deshumanizada con la certeza de que "otro mundo es posible".
Fernando Solanas / Marzo 2004

Informações...
Ano de Lançamento: 2003
Origem: Suiça, França, Argentina
Duração: 114 Minutos
Gênero: Documentário
Idioma: Espanhol
Direção: Pino Solanas

Não deixe de assistir e difundir!
Beijus,
Diogo

Venezuela - A revolução não será televisionada

A minha dica de película para este fim de semana é o documentário "A revolução não será televisionada", produzido por dois irlandeses que estavam na Venezuela fazendo outro documentário quando estourou o golpe de estado em abril de 2002, articulado, apoiado e reconhecido imediatamente pelos Estados Unidos, sancionado por toda a grande mídia latino-americana e mundial, a rede globo no Brasil por exemplo publicou no mesmo dia no seu jornal nacional que o presidente Hugo Chavez havia renunciado reproduzindo as mentiras e ocultando os fatos.. A resposta do povo venezuelano foi imediata, em três dias o presidente eleito pela maioria da população da Venezuela Hugo Chavez que havia sido sequestrado voltava ao poder. Golpe nos mesmos moldes do golpe de agora em 2009 em Honduras, com suas distinções que fizeram com que o golpe na Venezuela durasse 3 dias e de Honduras ainda se arrastar por mais de 3 meses.
O documentário é de suma iomportância para se entender o papel sempre golpista dos meios de comunicações que defendem o interesse do proprietário do meio e dos proprietários dos países, e mostra o quanto o povo da Venezuela vêm atingindo uma maturidade política cada vez maior fazendo e sustendado a revolução social em curso no país. Entenda porque Hugo Chavez não renovou a licensa da "rede globo venezuelana", que deu o golpe de estado junto aos empresários e os EUA.

Pra quem já viu re-ver, pra quem não viu ver no mínimo uma vez, para todos propagarmos, pois assim como o ZEITGEIST, não se encontra em locadoras ou na TV esse tipo de informação real! Vencedor de 19 prêmios internacionais:





Para fazer o download completo:
http://www.megaupload.com/?d=J48P75FL



beijos
Diogo

A revolução não será televisionada


(The revolution will not be televised) Documentário. 2003. Irlanda. 


O documentário A revolução não será televisionada, filmado e dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain, apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002, na Venezuela. Os dois cineastas estavam na Venezuela realizando, desde setembro de 2001, um documentário sobre o presidente Hugo Chavez e o governo bolivariano quando, surpreendidos pelos momentos de preparação e desencadeamento do golpe, puderam registrar, inclusive no interior do Palácio Miraflores, seus instantes decisivos, respondido e esmagado pela espetacular reação do povo. 


É apresentado o cenário em que se desencadeiam os acontecimentos de abril de 2002. A Venezuela está entre os cinco maiores países produtores de petróleo do mundo, sendo um dos maiores fornecedores dos Estados Unidos. Ao assumir a presidência, em 1998, Hugo Chavez passou a defender a distribuição dos rendimentos auferidos com o petróleo para investimentos sociais voltados à maioria do povo e intensificou as críticas às políticas liberais inspiradas nos EUA, o que levantou a ira das classes dominantes locais e do imperialismo norte-americano, acostumados a governos submissos. 


A partir de então, o governo de Hugo Chavez e a “revolução bolivariana” passariam a enfrentar, diariamente, uma verdadeira cruzada na mídia empreendida pelos cinco canais de televisão privada do país. A cruzada foi respondida com o avanço da mobilização e a organização da grande massa de explorados do país, abrangendo mais de 80% da população pobre. Em 1999 foi aprovada, por meio de referendo popular, a nova Constituição da Venezuela. Ela ampliou a participação política das massas populares através da organização dos círculos bolivarianos pelos bairros e favelas. 

Com bastante propriedade, o documentário consegue mostrar a permanente campanha de mentiras urdida pelos meios de comunicação contra o governo de Hugo Chavez, as relações da grande mídia com a elite econômica, militares dissidentes e a articulação dos EUA na manipulação dos fatos. Evidencia também a intervenção direta do imperialismo norte-americano na organização do golpe, em sua preparação e organização na embaixada americana em Caracas que foi, posteriormente, comprovada com documentos. Como disse o então diretor da CIA George Tenet, em entrevista na TV Venezuelana, dias antes do golpe, Chavez “não está preocupado com os interesses dos EUA”. 

As articulações que envolveram a grande mídia na tentativa golpista foram por ela mesma reveladas, momentos depois de empossarem Pedro Carmona. Momentos, aliás, muito bem registrados no documentário: mostram a arrogância do procurador, designado por Carmona, ao anunciar a dissolução do Congresso, da Corte Suprema e revogar a Constituição, e depois de algumas horas, todo assustado, ao ser preso, num canto de uma sala do palácio. 


Outro aspecto importante do documentário é a revelação da manipulação dos canais de televisão comerciais sobre os responsáveis pelos assassinatos dos manifestantes em 11 de abril de 2002. Todos os canais privados de televisão que, junto à imprensa escrita e radiofônica, justificaram o golpe de estado de 11 de abril com uma edição de imagens em que aparece um grupo de apoiadores de Chavez, situados na Ponte Llaguno de Caracas, realizando disparos. Estas imagens foram utilizadas para afirmar que "Chávez foi quem ordenou disparar contra a multidão". "A revolução não será televisionada" demonstra, ao apresentar a edição completa da seqüência de imagens (manipulada na edição das TVs), que os grupos situados sobre a Ponte Llaguno de Caracas respondem ao fogo de franco-atiradores (estes sim atiram nos manifestantes) e não disparam sobre os manifestantes. 


O ponto alto do documentário é registrar a força das massas exploradas que derrotam os golpistas e restituem o governo a Hugo Chavez. O povo enfrentou e passou por cima de toda a mentira, fraude, manipulação da informação, da repressão iminente e mostrou que é mais forte. Não aceitou as “notícias”, recusou-as e saiu às ruas na manhã de sábado, 13 de abril, para denunciar que Chavez “não renunciou! Está seqüestrado!” e “não te queremos Carmona! Ladrão!”. Centenas de milhares de pessoas nas ruas cercam o Palácio Miraflores para exigir “Queremos a Chavez!” e clamar “Chavez amigo, o povo está contigo!”. 


Um ponto importante a ser identificado e debatido: durante a noite do dia 11 de abril e na madrugada do dia 12, o Palácio Miraflores foi cercado e os golpistas ameaçaram bombardeá-lo caso Chavez não renunciasse. 
 
Chavez resistia e afirmara que não renunciaria. As horas passam e o prazo dado pelos golpistas estava por terminar. A maioria do governo considerou que não havia saída: “O jogo acabou... é a vitória da morte” afirmara seu Ministro do Desenvolvimento. O Conselheiro Político expressou que “os adversários eram muito poderosos e não deu tempo... Não organizamos uma política de comunicações”. Por volta das 3:30 h da madrugada, Chavez comunica que sairia e se entregaria, mas sem renunciar, para ficar claro que se tratava de um golpe. Um sinal de que aquele não seria o desfecho final é manifestado pelo próprio Chavez, na saída do Palácio, diante da afirmação de um aliado que grita: “Presidente voltaremos”. Chavez afirma “Ora! Nem fomos embora”. 

Porém a decisão de se retirar e ceder às chantagens revela uma certa subestimação da capacidade do povo empreender resistências vigorosas e múltiplas a ponto de derrotar os golpistas. E mais: indica que a organização das massas exploradas para resistir a estas situações não era uma possibilidade presente na consciência política das forças que apóiam o governo de Hugo Chavez. Portanto, não poderiam vislumbrá-la e dela lançar mão. Apenas se conformaram: “Não havia saída”, “O jogo acabou”. Para eles, não faltava uma política para organizar as classes dominadas, mas sim o que “não organizamos [foi] uma política de comunicações”.





A preparação e organização dos trabalhadores e das massas populares para fazer frente ao antagonismo das classes dominantes e do imperialismo norte-americano, que a luta de classes coloca na ordem do dia, não pode depender da iniciativa “espontânea” das massas exploradas. O fato de, neste episódio, elas terem se levantado e vencido o golpe não poderia justificar a manutenção desse nível de organização política. Debilidade que se evidenciaria perigosa para a defesa dos interesses do povo venezuelano. 


Estes pontos estimulam todos os revolucionários e verdadeiros democratas a refletirem sobre a luta antiimperialista. A experiência recente da América Latina é rica neste sentido. Cabe aprender com os erros e não se contentar com as insuficiências que batalhas vitoriosas possam ocultar, desviando o povo do caminho da luta pela libertação nacional.
 
Ao contrário dos governos que estão até a alma comprometidos em garantir os interesses do capital financeiro internacional, o governo Chavez segue tomando medidas que atingem o imperialismo e as classes dominantes da Venezuela. Os acontecimentos registrados pelo documentário levaram o presidente Hugo Chavez e a maioria de seu governo a avançarem e implementarem medidas de estímulo à organização política do povo venezuelano a fim de resistir à ofensiva do imperialismo e impulsionar a “revolução bolivariana”.


Ficha Técnica:
Filmado e dirigido por: Kim Bartley e Donnacha O’Briain
Produção: Power Picture associada à Agencia de Cinema da Irlanda
Edição: Angel H. Zoido
Produtor Executivo: Rod Stonemann
Produzido por: David Power
Irlanda, 2003.
Duração:74 minutos, legendas em português.

Filme - Zeitgeist

Olá,
fim de semana está aí e deixo minha dica para que assista ao filme 5 estrelas, Zeitgeist!


O Zeitgeist é dividido em três partes:
A primeira parte que se chama ( A maior história alguma vez contada ) trata do Cristianismo, trazendo estudos e comprovações que mostram como foram criados muitos dogmas e o próprio Jesus Cristo,  na sua figura mitológica distante do Jesus humano que ele foi ( na minha opinião ). Diversos estudos se entrecruzam fazendo ligações que esclarecem muitas coisas!

A segunda parte se chama (O mundo inteiro é um palco) e está focada nos ataques de 11 de Setembro de 2001. O filme prova (na minha opinião) que o governo dos Estados Unidos, às ordens de Bush filho, planejou e executou os ataques. 

 E a terceira e última parte que se chama  (Não se importe com os homens por detrás da cortina) focaliza-se no Sistema Bancário Mundial, as conspirações do banqueiros, o passado, presente e futuro da sociedade em um mundo sob o controle dos banqueiros.






 
Para baixar o filme completo: http://www.megaupload.com/?d=46XRCM97




Tentando resumir o máximo possível é mais ou menos desses três temas que se trata o filme Zeitgeist. Se prepare para se chocar com verdades nunca lhe ditas!
bjos e abraços,
Diogo


Lula parabenizando o Presidente OBRAMA pelo Nobel da Paz

E para distraírmos um pouco, nada melhor do que ouvir nosso Presidente depois de ter passado a noite tomando cerveja Brahma e Caipirinha, parabenizar o Oh-Brahma pelo Nobel da Paz, que está em boas mãos e desejar que não se tenha bomba nuclear.
Beijos,
Diogo


Vitória na Argentina / A história da Rede Globo

Olá pessoal,

Na última sexta-feira dia 09 na Argentina o governo apoiado pelos movimentos sociais e pela pressão do povo argentino, conseguiu aprovar no Congresso a derrubaba do monopólio do Grupo de Comunicações Clarín, detentor do monopólio das Comunicações da Argentina a décadas, sustentado pela antiga lei dos meios de comunicações decretada pela ditadura militar, dona dos principais canais de TV, Rádio, e Jornal, o monopólio de Clarín na Argentina é o equivalente ao monopólio que exerce a Rede Globo hoje no Brasil, e com uma história tão suja de apoio a ditaduras e crescimento ilícito.

Trarei em breve aqui no blog um post sobre o que significou a vitória da aprovação da nova Lei dos Meios de Comunicações Argentinos, uma queda de braço com o grupo Clarín que durou quase 2 meses de difamação do governo nos canais de comunicação do grupo Clarín e que só foi possível com o amplo apoio do povo todos os dias nas ruas marchando e exigindo a aprovação da lei, muita pressão popular até a vitória da aprovação da lei pela câmara e pelo senado, a nova lei vence o Monopólio, democratiza o acesso a informação, da vida e voz às comunicações populares, dos povos originários, o texto da lei diz: la libertad de expresión es “un derecho de todos y no de un grupo”!!

Por hora, compartilho o documentário MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE feito pela BBC de Londres em 1993 ( proibido no Brasil ) sobre a história da formação do Império de Roberto Marinho que levou a formação do maior monopólio de comunicação do Brasil!


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Como o documentário é censurado no Brasil até hoje por força da Rede Globo, as gravações ainda estão em VHS, mas da pra ver e ouvir muito bem! Não deixe de ver e divulga-lo, a Rede Globo precisa ser conhecida e os monopólios precisam cair também no Brasil!

Beijos,
Diogo

De Honduras

Pessoal,

recebi um video do seu lelê teles muito bom, vindo de honduras, disfrutem um pouco da conciência de um povo estampado nas suas crianças.




Criança de dez anos dá aula de bolivarianismo em ato contra os golpistas de Honduras.

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fonte de dissipaçáo do conteúdo: Seu Lelê
blog do Lelê Teles:
http://fastosenefastos.blogspot.com/

Blog de poesias:
http://blogdoleleteles.blogspot.com/