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NOSSO JORNAL - Cotas nas Universidades

Primeira Edição do NOSSO JORNAL, elaborado pelo Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas Raciais e lançado na última sexta-feira, dia da Consciência Negra.





Abraços de luta,
Diogo Ramalho - Estudante de Letras Espanhol
Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas - UnB
61-8214-6812

A tragédia que simboliza a UNIBAN e Hitler Zangado!

 Eu estava andando e ouvi a notícia, voltei, cheguei perto da tv e não consegui acreditar no que eu tava vendo, as imagens mostravam toda uma "universidade" linchando em shopin público, quero dizer, praça pública uma estudante que decidiu usar um vestido mais ao seu gosto e que não agradou alguns e por isso foi sugerido até que fosse arrancado a roupa dela, uma coisa tipo o apedrejamento, insanidade. Segui incrédulo por esses dias e quando achava que tinha me assustado o bastante me assustei mais ao ver a decisão do conselho superior no fim de semana de expulsar a aluna. 

Hoje terça-feira o Reitor que Preside o Conselho voltou atraz diante da repercussão internacional de condenação ao episódio acadêmico-educador, e decidiu revogar o feito. 

Me pergunto que educação superior é essa que esse país está nos oferecendo, começamos a ver na prática o que a mercantilização da educação está causando naqueles que deveriam ser os jovens críticos da nação, mercantilização essa da educação nunca vista antes na história desse país como com o PT no poder, realmente Lula da Silva expandiu a educação, pagou 5 vezes mais do que custa um aluno no ensino público federal gratuito, aos empresários da educação que vendem diploma e estavam com vagas ociosas, comprou o silêncio das universidades públicas com o dinheiro do REUNI que prevê metas como o dobro de número de estudantes em 4 anos sem garantir infra-estrutura e professores mínimos para essa espansão às pressas, querendo provocar com isso um inchaço no ensino superior onde as salas de aula estão passando de 20 alunos para 70 a 100 alunos por sala, dentre outras precariedas que se alastram devido a falta de recursos para a expansão, que só se preocupa com os número para a próxima eleição.  

As políticas neo-liberais para a educação do país se aprofundaram e aceleraram o ritmo da mercantilização e deterioração da educação com a falsa bandeira do "para todos".


Abaixo video que me fez rir sem parar, uma paródia do Hitler muito puto de ter o epsódio da UNIBAN  comparado com o Nazismo, dizendo que eles nunca perseguiram mulheres, nunca perseguiram vestido!!! Baum demais da conta para depois de ter vontade de chorar de indignação pela intolerância, chorar de rir dessa trágedia! A Universidade só pode rimar com Liberdade, Liberdade de Pensamento, de Expressão, de Credos e não Credos, de expressão da Individualidade de cada um, qualquer Intolerância no ambiente Universitário é contraditório com tudo o que foi pensada para ser, o que é e o que têm de ser a Universidade.








bjos libertários, a favor das e dos peladões!
Diogo - Estudante da Universidade de Brasília, onde já corri pelado junto a outros e outras estudantes!

Resp. de Professora às Declarações de Willian Bonner na UnB


 William Bonner na UnB: os cursos de jornalismo não servem para formar jornalistas
*Zélia Leal

Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro show man do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de jornalismo na Universidade de Brasilia, em 5 de outubro. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar, por absoluta falta de espaço, assistiram a palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.


Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?

Até aqui, nenhuma novidade. O que supreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. “Jornalismo se aprende no mercado”, disse ele sem medo de errar.


Os cursos de jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação. Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à plateia deslumbrada: “Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo”. Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista. Mas mudou de opinião “porque agora valorizo o papel da universidade.”

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de  Português, que “deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias” nos cursos de jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra “obsceno”, referindo-se à forma de um biscoito. “Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc.”

O mais supreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração de que os cursos de jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos “de doutrinamento esquerdista.” E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é dificil divergir dos professsores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de jornalismo das universidades públicas brasileiras.

Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista.  pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de  seu livro à USP. Que devia isso à universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.

Imaginem o impacto e a amplitude dessas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As ideias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de jornalismo por vocação (no sentido weberiano), que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país.
A universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e sobretudo sobre a Globo, a única que realmente faz um “jornal nacional” no país.
Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica e inesquecível ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.

Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da Faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada.

Zélia Leal Adghirni é jornalista, doutora em Comunicação pela Université de Grénoble III da França e pós-doutora pela Université de Rennes I. É professora da Universidade de Brasília desde 1991. É pesquisadora nas áreas de Jornalismo e Sociedade e Jornalismo online.

retirado de: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/artigo.php?id=199 

Continuação fotos 2

tá mei bagunçado mas vou descarregando as fotos e depois organizo tudo na sequência certa!

mais um albúm!

Paraguai - Argentina - Uruguai


mais um!


Bolivia até o Paraguai - Assunção

UnB / Resp. Nota Por Que Ocupamos?

Minha resposta a nota POR QUE OCUPAR?

Nunca imaginei que ia me opor um dia a uma ocupação de luta com causas legítimas, como é a dos e das Estudantes de Serviço Social, mas mesmo estando distante da UnB neste semestre, lendo todas as notas que foram soltadas até o momento, comentários pessoais e também a visão da reitoria na SECOM, sempre encontro os estudantes de serviço social colocando que ocuparam a sala de libras por engano, que não sabiam que aquela era uma sala de ensino especial para estudantes surdos, e propondo que os estudantes de Libras sigam tendo suas aulas dentro do novo CA, que antes era a sala deles..

Se admitem que ocuparam a sala errada mas que ao mesmo tempo era a certa por sua posição estratégica junto ao Departamento de Serviço Social, estão se contradizendo.. Vejo que houve um equivoco, e a forma mais coerente de concertá-lo não acredito ser partir para um embate eterno entre estudantes e reitoria, porque quem vai seguir no meio dessa encruzilhada são os estudantes de Libras, esperando pra ver qual lado vai ceder, se vai ser a Reitoria que vai instalar tudo de novo em outra sala, obedecendo ao oficio do CASESO, ou se serão os estudantes de Serviço que sairão da sala conforme solicitou a Reitoria. Qual lado vai dar o braço a torcer, nenhum, e daí, os estudantes de libras?? Os estudantes de Libras vão seguir prejudicados enquanto durar a queda de braço.

Apresento um motivo para que recuem, com a humildade de lutadores e lutadoras que são. Os e as estudantes de Libras da UnB hoje são resultado de muitas lutas, de professores e estudantes que militam na causa a décadas, que têm nessa luta o sentido de suas vidas e profissões, existe todo um histórico de luta do movimento de ensino de Libras na UnB, são combatentes como vocês por um espaço, mas agora têm suas vidas e atividades paradas por um setor em luta com causas também legitimas, mas que tomam seu espaço e reinvidicam como deles.

A UnB é uma das 9 Universidades brasileiras a oferecer o primeiro curso de Libras da América dês do ano passado, os estudantes de libras estão em seu terceiro semestre agora, essa sala é um fruto simbólico de uma luta além de nacional, continental.

Há que endurecer, porém sem perder a ternura, jamais, dizia o Che, acho que não será derrota alguma mudar a ocupação de lugar, reconhecer a luta dos nossos irmão estudantes também como legitima e dar-lhe o braço, o abraço, devolver-lhes a sala, ocupar imediatamente outra.

Essa é minha posição, em defesa de todas as ocupações em curso e que virão na luta além de espaço físico, contra a precarização da educação que traz o decreto do REUNI, a favor da mudança da ocupação do CASESO para devolução do espaço da Letras UnB destinado aos estudantes de Libras.

Abraços,
Diogo Ramalho – estudante de Letras Esp. (trancado)


Nota:

*Nota dxs estudantes de Serviço Social da Universidade de Brasília*
* *
* *
*Por que ocupar?*
A ocupação de sala realizada pelos estudantes de Serviço Social no dia 23 de outubro, cujo eixo central foi e é a necessidade de construção de um novo CA para o curso, suscitou um burburinho geral na UnB. Alguns, adeptos do chavão “estudante tem é que estudar, e não se meter em política”, afirmam que a ocupação é totalmente “ilegítima” e que os estudantes só querem “fazer baderna”, pois “esse negócio de CA não serve pra nada”. Outros até defendem o direito de organização política e de um espaço de vivência e sociabilidade entre os estudantes, mas asseguram que *essa* ocupação em particular teria sido essencialmente “autoritária”, pois, de forma “intransigente”, os estudantes resolveram “invadir” uma sala, sem qualquer debate prévio com as partes envolvidas, “atropelando os interesses de outros estudantes” e, o que é pior, o fizeram “desnecessariamente”, visto que já possuíam um CA.
Os estudantes de Serviço Social avaliam que as duas teses apenas reproduzem um pensamento que, em última instância, serve aos interesses de um determinado setor acadêmico que simplesmente não conhece (ou parece não conhecer) a realidade da UnB, pois para cumprir suas funções dentro da universidade não precisa usar salas superlotadas e mal arejadas, tampouco esperar horas nas filas do RU para comprovar que sua estrutura física e administrativa é ineficiente. Nós, estudantes de Serviço Social, por outro lado, conhecemos muito bem essa realidade, e podemos afirmar, não apenas em teoria, mas por nossa própria experiência prática (através inclusive desta ocupação de CA), que o projeto de expansão conhecido como *REUNI*, que está sendo implantado em nossa universidade, representa um duro golpe na qualidade de ensino das universidades públicas de nosso país.
Pra começar, lembremo-nos que as primeiras manifestações de repúdio à ocupação (sim, o que ocorreu foi uma *ocupação*, não uma *invasão*, e – pasmem! – uma ocupação deliberada democraticamente através de duas assembleias gerais dos estudantes de Serviço Social, com direito a defesa da não-ocupação, inclusive) não partiu de qualquer setor estudantil, mas sim da Reitoria. Esta, com uma postura autoritária, mandou seus seguranças que inclusive ameaçaram chamar a polícia para nos retirar da sala evidenciando mais uma vez sua demagogia do slogan gestão compartilhada “ocupe a UnB”, mas que, graças a nossa disposição em lutar por uma universidade verdadeiramente democrática, não surtiu o efeito almejado.
Os CA’s são historicamente entidades de articulação política, social, cultural e acadêmica dos estudantes, indispensáveis à formação intelectual e social e política destes. Nosso antigo CA já não comportava o número total de estudantes do curso há anos, e a situação só vem piorando desde o início da implementação do REUNI na UnB. No próximo ano, com o ingresso dos estudantes do curso noturno, o problema iria se agravar de tal forma que, nos parece, poupamos a Reitoria das consequências de um processo muito mais radicalizado e de implicações ainda mais profundas que o atual. Durante todo esse processo, todos os meios “legais” (procurações, etc.) foram acionados, porém a Reitoria se mostrou intransigente e jamais nos deu qualquer resposta. Entregamos também, recentemente, um ofício para a reitoria solicitando a realocação da aula de libras exigindo uma sala para esses estudantes.
*O Serviço Social é a favor da Expansão Universitária!*
Não nos opomos e não poderíamos nos opor a que novos alunos tenham acesso à universidade pública. E vamos além: acreditamos mesmo que a universidade, para ser verdadeiramente coerente com seu papel social, deve acolher dentro de seus muros os filhos da classe trabalhadora e a população pobre em geral. No entanto, não podemos confundir isso com a forma como * esta* expansão está se dando.
O REUNI, aqui na UnB, prevê a duplicação do número de vagas na universidade, mas simplesmente não garante a manutenção da qualidade dos cursos. Isso fica bastante claro quando lemos no projeto que a construção de novos espaços físicos não está contemplada, o que na prática leva à destruição de banheiros, laboratórios e *CA’s* (como vem ocorrendo na Faculdade de Saúde, atualmente) para dar lugar a salas de aula. E o que é ainda pior: em muitos casos não há qualquer referência à contratação de novos professores! Ou seja, se o projeto não for barrado (e acreditamos que a mobilização dos estudantes deve ser a vanguarda desta luta) teremos várias salas de aula e o dobro de alunos; só não teremos laboratórios, professores e estrutura física o suficiente.
Gostaríamos de ressaltar um fato bastante interessante a este respeito: grande parte dos estudantes mais ativos e engajados durante o processo de ocupação que vivemos são calouros! Em outras palavras, boa parte dos estudantes que, segundo a Reitoria e o Governo Federal, por terem entrado via REUNI, deveriam ser seus maiores defensores, estão na trincheira oposta, lutando junto a seus veteranos contra este projeto de expansão nefasto! Isso demonstra de maneira cabal que uma das estratégias do Governo ao implementar o projeto (gerar estatísticas, números vazios), embora possa ganhar inicialmente a simpatia dos trabalhadores e da juventude, mostra-se como um grande engodo, tomado a longo prazo.
*Que expansão nós propomos?*
Em primeiro lugar, nada de decretos! Há que se entender que o Reuni já começou errado: como implementar um projeto tão importante para a sociedade sem um amplo debate, sem consultar os estudantes, funcionários e professores, que são os setores que mais irão sentir seus efeitos? Se o Reuni é antidemocrático por si, como esperar que a Reitoria, responsável por sua implementação na UnB, garanta qualquer democracia? (quanto a isso, citamos o ocorrido no curso de Direito: bastaram 48 horas para a Reitoria determinar que o número de vagas dobrasse já no próximo semestre!) Por isso, nossa luta não passa pela “disputa” do Reuni, pois entendemos que um projeto tão deformado não pode ser disputado: deve ser rechaçado!
Propomos a imediata revogação do Reuni. Que o debate sobre a expansão da universidade seja retomado, mas não nesses marcos. Que a autonomia universitária seja respeitada, bem como o direito de os estudantes, professores, funcionários e a sociedade em geral poderem expor suas idéias e o que pensam sobre a expansão, como ela pode ser implementada e – principalmente – *tenham poder de deliberação real*. Acreditamos que, se o Governo pretende expandir a universidade, primeiramente deve pensar em espaço físico, contratação de professores, laboratórios, etc., e não simplesmente em criar um número x de vagas e estabelecer metas que, se não forem cumpridas, comprometerão ainda mais a universidade. Além disso, os estudantes precisam ter espaços autônomos onde possam discutir assuntos acadêmicos, realizar atividades culturais, debater política e fazer novas amizades: os estudantes precisam de CA’s, e esse direito deve ser garantido!
*Um problema seu! Um problema nosso!*
Compreendemos que nossa ocupação, a princípio, possa ter causado certo transtorno aos estudantes que esperavam assistir a suas aulas na sala que agora é nosso novo CA. Por outro lado, nem por isso deixaremos de considerar nossa luta como legítima e necessária, dentro de um contexto mais geral de mobilizações contra o Reuni (ocupações de CA’s de Ciências Ambientais, Computação, Biblioteconomia, Desenho Industrial, luta na FA, na FS, etc, etc, etc) consideramos que nosso movimento de ocupação [e legitimo e conseqüente, afixamos na porta de nosso novo CASESO uma lista de salas vazias, que poderão ser utilizadas pelos estudantes para assistirem a suas aulas (não podemos optar por estas salas por um motivo funcional: a distância considerável de nosso Departamento).
Quanto aos companheiros estudantes de Libras, propomos nos comprometer, num primeiro momento, que assistam a suas aulas e realizem suas atividades em nosso novo CA, justamente pelo fato de não termos tido ciência de que aqui se realizavam aulas especiais para deficientes auditivos. Inclusive, já encaminhamos um requerimento a Prefeitura nesse sentido, e nos somamos à luta dos companheiros por seu reconhecimento dentro da universidade e na sociedade. Temos ciência de que a transferência do ponto de vídeo conferência é perfeitamente possível de ser efetuada, e só podemos conceber a oposição em fazê-lo de imediato como uma tentativa de pressão psicológica e política sobre nossa ocupação, buscando dividir dois movimentos sociais legítimos (movimento estudantil e movimento em defesa dos direitos de deficientes físicos), como meio de jogar os demais estudantes contra nós. Não aceitaremos essa estratégia que visa desmoralizar e culpabilizar nosso movimento legítimo! Se estamos sendo obrigados a disputar salas com outros estudantes, os culpados certamente são *outros: *o governo federal e reitoria.
Por fim, gostaríamos de ressaltar todo o nosso apoio e solidariedade militante aos companheiros que neste momento estão travando uma luta justa contra esse projeto de expansão da universidade, que não é nada mais que a expansão da precarização. Em especial, aos companheiros da UnB (Enfermagem, Medicina, Ciências Ambientais, Biblioteconomia, Direito, Ciências da Computação) que, como nós, vivem atualmente sob forte pressão por parte da Reitoria, mas que certamente jamais abandonarão a luta por uma universidade a serviço dos interesses da sociedade, autônoma e democrática.
Não cederemos a qualquer tipo de pressão por parte da Reitoria, estamos dialogando com a comunidade universitária e exigimos o respeito a nossa luta.
* *
* *
*Pauta da Ocupação do CASESO:*
* *
*-* Todo apoio às ocupações dos novos CA´s! Todo apoio a luta dxs estudantes!
- Por uma expansão de qualidade! Não ao REUNI!
- Por um novo projeto de expansão construído democraticamente!
- Pela mudança da atual estrutura de poder na universidade!
- Fora a polícia militar do campus!
- Contra qualquer perseguição axs estudantes1 Pelo fim do jubilamento!
- Fora Fundações de privadas da universidade! Não ao recredenciamento de qualquer fundação na UnB!* *
- Em defesa da universidade pública, gratuita, laica e de qualidade a serviço da classe trabalhadora!
- Pela radical democratização ao acesso às universidades! Pelo fim do vestibular!
- Pela equidade de gênero. Contra o racismo, o sexismo e a homofobia!
- Contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
* *
*Comissão de Comunicação da Ocupação do CASESO*
* *
*25 de setembro de 2009*

Continuação das fotos

bolivia1

continuação das fotos.. Santa Cruz

BOLIVIA2

Ida a Trinidad, capital do Beni.

Uruguai a Argentina

Montevideo até Colonia - Uruguay e começo das fotos de Buenos Aires - Argentina

( vo colocando as fotos e depois organizo tudo )

UnB / Por que o DCE náo deve seguir apoiando o REUNI


Segue abaixo um resumo de texto que publiquei hoje no grupo de debates ESTUDANTES UnB sobre o REUNI, com o título "Por que o *DCE UnB náo deve apoiar o REUNI"
*Diretório Central dos Estudantes, que no momento apoia o REUNI e a Reitoria que o está aplicando.

Espero que seja válido para pensar-se no que têm sido feito da educaçáo, visto que o REUNI e toda a Reforma Universitária da qual ele faz parte, foram promovidos através de decretos sem diálogo e que traz sérias transformaçóes que precarizam ainda mais a da educaçáo brasileira.

Os estudantes brasileiros que vêm lutando contra os decretos da Reforma Universitária que como o REUNI, sempre tiveram como bandeira de luta da história do próprio movimento estudantil brasileiro, a universidade pública, gratuíta e de qualidade para toda a sociedade e náo apenas de uma minoria, já o governo entende que precisa escancarar a porta da educaçáo para o setor privado transformando cada vez mais a educaçáo em mercadoria, e no setor público de ensino expandi-lo para gerar números eleitoreiros comprometendo toda a já precária estrutura. É para mim inverter para pior a realidade e aprofundar os abismos entre ricos e pobres, educaçáo com fins neoliberais e náo humanistas, mas enfim.. tem minha opiniáo e um alguns links ao final com bastante informaçóes, além da internet que basta digitar para encontrar opinióes diversas e finalmente ter uma sobre o assunto!!

Voltando ao Blog, tenho muito que escrever sobre a Bolívia, Paraguai, Uruguai, dentre outros assuntos, sem falar da vivência aqui na Argentina que está sendo muito rica culturalmente, mas cada coisa no seu fluir, no momento agora o tema sáo questionamentos sobre a educaçáo brasileira, a idéia deste espaço é ser um difusor e um absorvedor geral! E apesar de enrolado que sou, sairáo textos e imagens diversas! beijos e abraços, Diogo!


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Por que o DCE UnB náo deve apoiar o REUNI

A UnB até 2012 irá dobrar os 30 mil estudantes atuais para 60 mil estudantes em dois anos mais. E para isso prevê a contrataçáo de apenas 550 docentes para dar conta do dobro, ou seja, hoje somos pouco mais de 30 mil e temos quase 1.500 professores, daqui 2 anos seráo 60 mil com apenas 500 professores mais, e sabe-se lá com apenas quantos servidores, e sabe-se-lá com apenas quantos espaços físicos constrídos para essa expansáo.

Os números das metas do decreto do REUNI sáo claros e estabelecem que as mais de 60 Universidades Federais só precisam de 20% mais de recursos do que recebem para a expansáo, e o todo de universidades federais têm até 2015 para conseguir dobrar o número geral de estudantes, sendo que muitas, como a UnB, têm apenas dois anos mais para atingirem essa meta, porque cada universidade fez e teve aprovado um projeto, além da rapidez em dobrar, o REUNI cobra que se baixe a reprovaçáo em 90%. Esse ponto é um dos vários que sáo gravíssimos.
Profesor além de sobrecarregado, sem poder fazer pesquisa, com salas lotadas, ainda terá que aprovar 90% da turma!?

E tem muito mais coisas nefastas que o REUNI traz no seu bojo, pouco visíveis nesse momento inicial da implantaçáo, além do central que é as pergunta que náo quer calar, de como a estrutura defasada das universidades públicas brasileiras dará conta do dobro de alunos sem professores, servidores e infra-estrutura necessários. Há também o fato da UnB por exemplo, ter atingido a liderança nacional entre as universidades na criaçáo de cursos de graduaçáo a distância, mais um decreto da reforma universitária chamado Universidade Aberta - UA, reduzindo ainda mais o papel do profesor, uma educaçáo mercadologica de baixo custo para o estado e que na sua prática coaduna com a filosofia do ser cada vez mais anti-social da nossa contempareneidade, distante nas relaçóes humanas, convivêndo com um computador mais do que com seres humanos, e eticetará e eticetáras de implicaçóes da universidade aberta, outra meta númerica de expansáo que todas as universidades aderidas ao REUNI têm de cumprir.

E claro, entra mais um monte de coisa pois tudo funciona em cadeia, uma coisa está ligada a outra, num ciclo em que as decisóes tomadas sáo a definiçáo dos componentes do ciclo.. Esse ciclo que seguirá girando como um velho moinho de ventos é a nossa castigada, calejada, historicamente analfabeta funcional, neoliberalizada como nunca agora com os decretos da reforma universitária do atual governo que nunca foi de esquerda no assunto, a EDUCAÇÁO Brasileira.

Confira este link do blog do professor da UnB Marcelo Hermes, que apesar deu discordar seriamente políticamente pelo seu posicionamento muitas vezes ultra-direitista e conservador, faz uma analíse muito lúcida apesar de cômica sobre o REUNI, que vale muito apena ver!


Links mais:
.: Dossiê REUNI - ANDES
.: Andes - UFSM
.: Informe ANDES Online Nº 17- 25/5/07: Desenvolvimento da educação de Lula é por decreto
.: REUNI: heteronomia e precarização da universidade e do trabalho docente
.: Boletim da ADUnB Online Nº 17 - 10/8/07: REUNI: a reforma universitária por decreto

Abrazos de luta contra os ataques a educaçáo.
Diogo - Estudante de Letras Espanhol
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UnB / Ocupaçáo e Luta para Além da FA - A hora e a vez de José u Reuni

Olá estudantes,

Gostaria antes de mais nada parabenizar e saudar a luta travada entre o movimento estudantil da FA e o REUNI na sua aplicaçáo prática, o pós decreto sendo digerido na prática, o que là atraz em 2007 e 2008 resultou em ocupaçóes de mais de 30 reitorias em todo o país, o alerta do movimento estudantil brasileiro combativo que milita por fora da governamental UNE, de que o REUNI ( Reestruturação e Expansão das Universidades Federais ) iria super inchar o serviço de educaçáo superior público sem garantir contrataçáo de professores nem infra-estrtura.

Hoje a realidade ao qual iráo se deparar os estudantes de Direito já é uma realidade sentida na pele há muito tempo por vários cursos, como o curso de Letras, maior curso da UnB em número de estudantes, maior prestador de serviços e de disciplinas a todos os cursos da unb, décadas de descaso e sucateamento geral para com o curso, um dos primeiros cursos da UnB inclusive.

No último Conselho do Instituto de Letras que tivemos do semestre passado, tratamos mais uma vez sobre o REUNI e mais uma vez vários desabafos de professores que estáo completamente saturados, professores com 8 turmas, trabalhando 15 horas por dia, professora chorando no conselho porque se vê em condiçóes as vezes de que ou trabalha o dia todo e segue sua consciência ou deixa que seus alunos náo tenham professor.. Náo hà mais tempo para pesquisa para muitos professores do Instituto de Letras, estes estáo com cada vez mais turmas e mais cheias, uma profesora conselheira disse inclusive que as turmas náo param de aumentar em números, tendo hoje vàrias turmas que antes eram de 20 alunos e hoje sáo de 70.

Essa é a conhecida proposta do Decreto de 24 de abril de 2007 – REUNI que como o PROUNI
veio mercantilizar e neoliberalizar ainda mais a educaçáo privada, o REUNI veio para que às pressas se façam números, insuportáveis para qualquer tentativa de pelo menos manutençáo da já sucateada estrutura da educaçáo superior pública, números que sáo fundamentais para a eleiçáo de 2010.

Estamos diante do caos, a UnB segundo o pròprio Reitor Zè Geraldo quer ter 30 mil alunos mais, o dobro do que têm, em 2 anos.. E a estrutura? E os professores? Isso vêm depois talvez um dia, enquanto isso reformamos uma ou outra coisa, e se ajeitem, morem como der lá naquele CEU ( Casa do estudante universitário ) ajeitado com escoras pra num cair, e se apertem nas salas, e os professores se ajeitem também para darem aula dia e noite, que o importante é que tà pingando alguma migalha que garantam nossos continuísmos nus reitorados, eu rei sou amigo do rei, esqueçam quê eu disse.

O problema é geral e quem dêra nós tivessemos hoje o DCE da UnB independente da Reitoria, estariam ocorrendo diversas lutas, ocupaçóes se preciso, o REUNI estaria em profunda discussáo pela comunidade universitària, o congresso estatuinte paritàrio ( que o Rei-tor havia esquecido e uns estudante da tal de CEU tiveram que chegar por lá para lembrá-lo ) jà estaria ocorrendo, o rei-tor que traíu as bandeiras de luta do segmento que o elegeu náo teria tempo para esquecer das promessas.

Muita força para a resistência ao REUNI travada pelos os e as estudantes da FA de polìtica, direito e relaçóes, e que essa luta, com o DCE de preferência porque é a entidade histórica dos e das estudantes da UnB, ou sem o DCE caso se mantenha na linha de lá ou no meio da linha, estarei torcendo para que o movimento estudantil da UnB se una em açóes de resistência e de forçar o diàlogo sobre a implantaçáo do REUNI.

Quanto à SECOM náo podemos esperar nada de diferente, ela é institucionalmente uma secretaria do reitor, sem nenhuma independência institucional, algo que só poderia estar começando a ser pensado e discutido sobre como mudar esse caráter de agência especializada à serviço dô, se houvesse vontade política dô atual reitor, provado e explicitado que ele gosta dela assim, do seu jeito, e que o tal "gestáo compartilhada" se passa longe da UnB, passa mais longe ainda da sua agência de comunicaçáo.

De buenos aires, torcendo por vitórias!
Diogo Ramalho – Estudante de Letras Español trancado
Conselheiro representante dos discentes no Conselho do Instituto de Letras de 2008 a meio de 2009.