Filme - Zeitgeist

Olá,
fim de semana está aí e deixo minha dica para que assista ao filme 5 estrelas, Zeitgeist!


O Zeitgeist é dividido em três partes:
A primeira parte que se chama ( A maior história alguma vez contada ) trata do Cristianismo, trazendo estudos e comprovações que mostram como foram criados muitos dogmas e o próprio Jesus Cristo,  na sua figura mitológica distante do Jesus humano que ele foi ( na minha opinião ). Diversos estudos se entrecruzam fazendo ligações que esclarecem muitas coisas!

A segunda parte se chama (O mundo inteiro é um palco) e está focada nos ataques de 11 de Setembro de 2001. O filme prova (na minha opinião) que o governo dos Estados Unidos, às ordens de Bush filho, planejou e executou os ataques. 

 E a terceira e última parte que se chama  (Não se importe com os homens por detrás da cortina) focaliza-se no Sistema Bancário Mundial, as conspirações do banqueiros, o passado, presente e futuro da sociedade em um mundo sob o controle dos banqueiros.






 
Para baixar o filme completo: http://www.megaupload.com/?d=46XRCM97




Tentando resumir o máximo possível é mais ou menos desses três temas que se trata o filme Zeitgeist. Se prepare para se chocar com verdades nunca lhe ditas!
bjos e abraços,
Diogo


Resp. de Professora às Declarações de Willian Bonner na UnB


 William Bonner na UnB: os cursos de jornalismo não servem para formar jornalistas
*Zélia Leal

Inteligente, bem humorado, sedutor. Difícil não se deixar envolver pelo discurso fascinante de William Bonner, um verdadeiro show man do jornalismo global em palestra para um auditório lotado de estudantes de jornalismo na Universidade de Brasilia, em 5 de outubro. Bonner estava lá para lançar seu livro Jornal Nacional – Modo de Fazer, dentro das atividades do acordo Globo Universidade com a UnB. Os alunos que não puderam entrar, por absoluta falta de espaço, assistiram a palestra no lado de fora, onde foi instalado um telão. Mas podiam interagir enviando perguntas. Tudo ia muito bem, como uma boa aula de jornalismo, até que veio a esperada pergunta sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, pelo STF.


Para Bonner, o fato de não precisar mais de diploma não muda nada no mercado profissional. Apenas dá às empresas a liberdade de contratar legalmente colaboradores de outras áreas que já atuavam no jornalismo. O que já existia de fato, disse ele. O que também já sabíamos, pois a Globo deixou claro, há muito tempo, que dá as costas para o diploma. William Bonner, por exemplo, não tem. Ele é formado em Publicidade pela USP. Mas garantiu que o fim do diploma não significa que as Organizações Globo vão agora contratar engenheiros para fazer jornalismo. A preferência será reservada aos egressos do curso do jornalismo. Eis o paradoxo. Se as escolas são ruins, se os alunos são mal formados, por que contratar jornalistas?

Até aqui, nenhuma novidade. O que supreendeu o auditório foi o complemento da resposta. Para o apresentador do Jornal Nacional, as escolas de jornalismo não servem para formar jornalistas. Deveriam se preocupar mais com o ensino de Português e História. Para o resto, a universidade serve apenas como experiência de vida. “Jornalismo se aprende no mercado”, disse ele sem medo de errar.


Os cursos de jornalismo não servem nem para ensinar ética profissional e técnicas de redação. Segundo Bonner, ética se aprende na vida, é uma questão de educação. E para aprender técnicas jornalísticas, um semestre é suficiente. O rapaz da mecha branca no cabelo garantiu à plateia deslumbrada: “Em seis meses, eu pego um estudante e faço dele um editor na Globo”. Confessou já ter afirmado, tempos atrás, que transformaria qualquer motorista de táxi em jornalista. Mas mudou de opinião “porque agora valorizo o papel da universidade.”

Bonner defendeu veementemente o ensino de História e de  Português, que “deveriam ser disciplinas obrigatórias e diárias” nos cursos de jornalismo. Admite que, pessoalmente, tem muita dificuldade com a língua materna. Contou que um dia desses teve que pedir ajuda a um amigo americano para escrever a palavra “obsceno”, referindo-se à forma de um biscoito. “Incrível, o americano, com seu forte sotaque, conseguiu esclarecer a questão explicando que era com sc.”

O mais supreendente na fala do simpático William Bonner foi a declaração de que os cursos de jornalismo das universidades públicas estão mais preocupados com a formação de uma ideologia de esquerda do que em formar jornalistas. Seriam cursos “de doutrinamento esquerdista.” E quando se é jovem, quando se tem 20 anos, é dificil divergir dos professsores, disse ele. Não ficou claro se Bonner se referia à USP da época em que estudou, à USP atual, ou a todos os cursos de jornalismo das universidades públicas brasileiras.

Mas alguma coisa de bom deve ter ficado na formação do jornalista.  pois ele abriu a palestra dizendo que doava os direitos autorais de  seu livro à USP. Que devia isso à universidade onde estudou sem pagar nada quando, na época, seu pai poderia ter optado por uma instituição privada.

Imaginem o impacto e a amplitude dessas declarações diante dos alunos que ouvem de nós, professores, exatamente o contrário. Que é preciso estudar política, economia, literatura, ler muito e desenvolver o espírito crítico. As ideias de Bonner, para quem não gosta de estudar, são uma carta branca para a irresponsabilidade. Para quem gosta, para quem escolheu o curso de jornalismo por vocação (no sentido weberiano), que acredita que o jornalista está a serviço da sociedade e não desta ou daquela empresa, fica difícil aceitar uma visão tão redutora apresentada por um dos maiores formadores de opinião do país.
A universidade é acima de tudo um lugar de reflexão e produção de conhecimento. Dezenas de teses e dissertações são realizadas nas universidades todos os anos, sobre as mídias e sobretudo sobre a Globo, a única que realmente faz um “jornal nacional” no país.
Acho louvável a iniciativa da Globo em procurar as escolas para dialogar. Pessoalmente já acompanhei um grupo de alunos à sucursal da Globo em São Paulo e foi uma experiência rica e inesquecível ver como é preparado e apresentado o Jornal Hoje. Fomos muito bem recebidos.

Falo aqui em meu nome. Minha opinião não envolve meus colegas ou a direção da Faculdade. Tenho diploma de jornalista, 20 anos de mercado e 16 de magistério com doutoramento no exterior. Levamos quatro anos para formar um jornalista. Por isso espero mais respeito à universidade onde ensinamos e pesquisamos com recursos públicos. É lamentável pensar que tudo isso não serve para nada.

Zélia Leal Adghirni é jornalista, doutora em Comunicação pela Université de Grénoble III da França e pós-doutora pela Université de Rennes I. É professora da Universidade de Brasília desde 1991. É pesquisadora nas áreas de Jornalismo e Sociedade e Jornalismo online.

retirado de: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/artigo.php?id=199 

Lula parabenizando o Presidente OBRAMA pelo Nobel da Paz

E para distraírmos um pouco, nada melhor do que ouvir nosso Presidente depois de ter passado a noite tomando cerveja Brahma e Caipirinha, parabenizar o Oh-Brahma pelo Nobel da Paz, que está em boas mãos e desejar que não se tenha bomba nuclear.
Beijos,
Diogo


Premio Nobel de la Paz a Obama: Premio consuelo




Premio Nobel de la Paz a Obama: Premio consuelo

escrito por Atilio Borón


Aunque Obama aumentó las tropas en Afghanistán, mantiene la invasión sobre Irak y sostiene en criminal bloqueo contra el pueblo cubano, se le otorgó el Premio Nóbel de la Paz

Resumen Latinoamericano/Rebelión - En una insólita decisión el Comité Nóbel de Noruega puso fin a siete meses de búsqueda entre los 205 nominados para el Premio Nóbel de la Paz y se lo confirió a Barack Obama. La decisión del Comité noruego provocó reacciones muy diversas en el sistema internacional: desde el estupor hasta una gigantesca risotada. Las declaraciones del presidente de ese órgano, Thorbjorn Jagland, no tienen desperdicio: “es importante para el Comité reconocer a las personas que están luchando y son idealistas, pero no podemos hacer eso todos los años. De vez en cuando debemos internarnos en el reino de la realpolitik. Al fin de cuentas es siempre una mezcla de idealismo y realpolitik lo que puede cambiar al mundo”. El problema con Obama es que su idealismo se queda en el plano de la retórica, mientras que en el mundo de la realpolitik sus iniciativas no podrían ser más antagónicas con la búsqueda de la paz en este mundo.


Según informa Robert Higgs, un especialista en presupuestos militares del Independent Institute de Oakland, California, la forma como Washington elabora el presupuesto de defensa oculta sistemáticamente su verdadero monto. Al analizar las cifras elevadas al Congreso por George W. Bush para el año fiscal 2007-2008 Higgs concluyó que ellas representaban poco más de la mitad de la cifra que sería efectivamente desembolsada, llegando por eso mismo a superar la barrera, impensable hasta ese entonces, de un billón de dólares. Es decir, de un millón de millones de dólares. Y esto es así porque, según Higgs, a la suma originalmente asignada al Pentágono es preciso sumar los gastos relacionados con la defensa que se ejecutan por fuera del Pentágono, los fondos extraordinarios demandados por las guerras de Irak y Afganistán, los intereses devengados por el endeudamiento en que incurre la Casa Blanca para afrontar estos gastos y los que se originan en la atención médica y psicológica de los 33.000 hombres y mujeres que sufrieron heridas durante las guerras de Estados Unidos y que requieren un abultado presupuesto de la Administración Nacional de Veteranos. Obama no ha hecho absolutamente nada para detener esta infernal máquina de muerte y destrucción, y cuando por boca de su Secretaria de Estado denuncia los “gastos desproporcionados en armamentos” en lugar de ver la viga que tiene en su ojo el blanco de sus críticas es ¡la Venezuela bolivariana!

Obama aumentó el presupuesto para la guerra en Afganistán al paso que contempla incrementar el número de tropas desplegadas en ese país; sus tropas siguen ocupando Irak; no da señales de revisar la decisión de George Bush Jr. de activar la Cuarta Flota; avanza en un tratado todavía secreto con Álvaro Uribe para desplegar siete bases militares norteamericanas en Colombia, y se habla de cinco más que estarían a punto de confirmarse, con lo cual está preparando (o se convierte en cómplice) de una nueva escalada guerrerista en contra de América Latina; mantiene su embajador en Tegucigalpa, cuando prácticamente todos se marcharon, y de ese modo respalda a los golpistas hondureños; mantiene el bloqueo en contra de Cuba y ni se inmuta ante la injusta cárcel de los cinco luchadores antiterroristas encarcelados en Estados Unidos. Claro, el Comité noruego sufre periódicamente algunos desvaríos –no se sabe si ocasionados por su ignorancia de los asuntos mundiales, presiones oportunísticas o las delicias del acquavit noruego-, lo que se traduce en decisiones tan absurdas como la actual. Pero, si en su momento le concedieron el Premio Nóbel de la Paz a Henry Kissinger, correctamente definido por Gore Vidal como el mayor criminal de guerra que anda suelto por el mundo, ¿cómo se lo iban a negar a Obama, sobre todo después del desaire que sufriera a manos de Lula en Kopenhagen? La realpolitik exigía reparar inmediatamente ese error. Porque, al fin y al cabo, como lo declaró el propio presidente de Estados Unidos al enterarse de su premio, éste representa la “reafirmación del liderazgo norteamericano en nombre de las aspiraciones de los pueblos de todas las naciones.” Y, en un súbito ataque de “realismo”, los compañeros del Comité pusieron su granito de arena para fortalecer la declinante hegemonía estadounidense en el sistema internacional


retirado de: http://www.resumenlatinoamericano.org

A CPI do MST e as terras roubadas




Por Mauro Santayana
14/10/2009 - 00:01 Enviado por: Mauro Santayana



La nueva Ley de los Medios aprobada en Argentina


Medios y fines de la comunicación

La democracia dentada
Por Sandra Russo


La ley de medios audiovisuales es muchas cosas además de la herramienta que nos permitirá sumar a las voces que ya conocemos muchísimas otras. No es el control remoto el que nos da libertad. La información no se consume como una cerveza o un champú que se eligen en la góndola del supermercado. La ley tiene más que ver con la oferta de más góndolas conteniendo muchas otras variedades de pensamiento y puntos de vista, que con el zapping tradicional. Ese zapping no es, hoy, un pasaje a la diversidad. Sin ir más lejos, el multimedios más grande ha tachado a Telesur de sus ofertas. No está en la góndola. Los dueños del supermercado han decidido que esos contenidos no serán puestos a consideración del abonado. Si eso lo hiciera un gobierno, sería censura. Si lo hace el sector privado, ¿cómo se llama? La ley de medios es un pasaje al acto democrático de una especie que no hemos conocido. Representa de manera precisa, también y por oposición, qué tipo de democracia tuvimos. Tan apacible. Tan domesticada. Cada parche, cada decreto, cada reforma de la vieja ley de radiodifusión tuvo su correlato de democracia desdentada. El poder se viene concentrando igual que los medios, y su eje es el poder económico. Para ser solamente crítico de un gobierno, como prefiere el rubro del “periodismo independiente”, y como quisieron muchos ejes argumentativos durante el debate, primero hay que lograr que el poder político sea en este país lo suficientemente libre del poder corporativo.


La política que conocemos, de la que nos brotan los prejuicios, la que chorrea clichés y abunda en prácticas horribles fue la que le manejó las riendas a esa democracia amable del bipartidismo por la que ahora vuelve a predicar Eduardo Duhalde. Claro que teníamos un país previsible: se gobernaba para los factores de poder y se acataban los ajustes del FMI. Ningún sobresalto, salvo la pobreza estructural que no salió de la nada, sino del golpe de Estado del ’76 y de la Escuela de Chicago. A la derecha no le importa la pobreza, toda vez que la crea.
Lo que quiero decir está anudado a un sentimiento muy íntimo, pero colectivo. Tiene que ver con una certeza, una predisposición, un ánimo de cambiar las cosas. Muchísimas personas que suelen identificarse con eso vago que se llama progresismo participan de ese sentimiento. Que hay que cambiar las cosas. Que lo que vivimos todos los días está fundado en algo injusto. Que de verdad hay que repartir más, que hay que ponerles límites a los poderes que desde que llegó la democracia le han ido sacando uno por uno los dientes para que sea inofensiva. Hay quienes creemos que la democracia puede ser un sistema regido férreamente por las reglas que fija nuestra Constitución, pero que eso no implica resignar el ansia, el anhelo, el deseo de un cambio. Y un cambio que toque estructuras. Algo que haga que las cosas sean otras. Ese ánimo es el que inspira a los Foros Sociales: “Otro mundo es posible”.

La ley de medios rozó esa zona. La zona erógena de la democracia. La que con tropiezos, alianzas, negociaciones, militancia, bases y voluntad política es capaz de morder un pedazo de torta para ponerla al servicio de todos.

Ya hemos visto y escuchado con creces a los que primero se azoraron y después se excusaron en el “todos queremos una ley de la democracia”. Ninguna ley de la democracia, ni siquiera la de una democracia mansa y domesticada, podría admitir que un solo grupo maneje 240 licencias.

La concentración de medios es combatida en todo el mundo, en estos días, a la luz de saberes que hoy también se han puesto dientes. Fueron las Ciencias de la Comunicación y sus entrecruzamientos con otras disciplinas sociales las que desenmarañaron los mecanismos de control de opinión pública capitalistas. No es casual que desde los medios y la reacción conservadora se siga machacando con el viejo fantasma del Estado que prohíbe expresarse a la oposición. Dan el ejemplo de Venezuela, pero eso no sucede en Venezuela. Los medios privados insultan tanto a Chávez como aquí se insulta a la Presidenta. Eso no está ni estará prohibido. Espero que tampoco esté prohibido reconocerle a la Presidenta, incluso desde el orgullo de género, la entereza y consecuencia con la que llevó adelante lo prometido en la campaña electoral.

Con esta ley, la democracia se vivifica tanto que vuelve a ser una herramienta para cambiar las cosas. Será útil recuperar esas preguntas que quizá quedaron atascadas en muchas biografías: ¿qué queremos que cambie? ¿Cuánto? ¿Para qué? Habrá que tenerlo presente de aquí en más. Porque finalmente de eso se vuelve a tratar todo: de acción y de reacción.




Lecciones de la batalla por los medios
Por Rubén Dri *



La larga y exitosa batalla que dieron los sectores populares y el Gobierno para dar a luz la Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual dejó algunas enseñanzas que será bueno tener en cuenta para futuros combates.

- Se construye desde abajo. Una ley de la democracia se construye democráticamente. Nos referimos a una democracia real que hoy se denomina “participativa”, lo cual en principio es redundante, porque si no hay participación no hay democracia. Pero no está de más el adjetivo por cuanto generalmente la democracia se ha vaciado de contenido al ser sólo “representativa”. La democracia necesariamente es representativa, porque la democracia directa como la pensó Rousseau se ha demostrado inviable como él mismo lo sabía, cosa que dejó aclarada en las propuestas que formuló para su aplicación en Córcega y Polonia. Pero si “sólo” es representativa se vacía de contenido. En efecto, la participación del pueblo que debiera ser el verdadero sujeto de la misma se reduce a poner periódicamente un voto en un sobre. Democracia es kratos del demos, es decir, “poder del pueblo”. Este, como sujeto colectivo actuando, debatiendo, decidiendo y proponiendo las leyes, velando por su aplicación, es el que hace que la democracia sea una realidad y no una mera formalidad.

Recurriendo a la figura espacial, la “representación” conformada por los poderes del Estado se encuentra “arriba” y los movimientos sociales, “abajo”. El “arriba” en las democracias puramente representativas tiende a separarse totalmente del “abajo”, transformándose en un cuerpo con intereses propios. Cuando ello sucede, se aprueban leyes que no sólo nada tienen que ver con los intereses populares, sino que los contradicen. Es lo que sucedió en los ’90 cuando se aprobaron las vergonzosas leyes denominadas de “flexibilización laboral”.

La “representación” debe responder a los intereses de los representados, pero para que ello suceda éstos deben actuar, hacer sentir su presencia, construir poder popular, poder que vaya de abajo hacia arriba, debatir, proponer. Las leyes serán favorables al pueblo cuando éste haya tenido verdadera participación en ellas. Es lo que ha sucedido con la Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual. Fue producto de un largo proceso de debate en el seno de los sectores populares, radios comunitarias, pueblos originarios, organizaciones sociales y culturales, asambleas barriales, organismos de derechos humanos, Madres y Abuelas de Plaza de Mayo, Serpaj, universidades, organizaciones estudiantiles, agrupaciones políticas, en una palabra, todo el espectro del campo popular. Tras este proceso, el Poder Ejecutivo presentó el proyecto a las cámaras legislativas, es decir, a los “representantes”, para que lo debatiesen y terminasen con la aprobación. La objeción de los grupos opositores en el sentido de que no tuvieron tiempo de discutirlo es, pues, una de las peores mentiras que se pudieran haber formulado. Si no lo debatieron, fue porque no les interesó.

De esta manera, en el proceso de formulación de esta ley se ha hecho realidad la relación dialéctica entre arriba y abajo, representantes y representados, en un proceso de creación de poder popular. Con ello se ha dado un gran paso en la superación de la mera democracia representativa hacia la democracia participativa. Depende ahora, en gran parte, que los sectores populares continúen su lucha por hacer de esta ley una realidad viviente que haga sentir un verdadero concierto de voces con tonalidades diferentes.

- La batalla por el lenguaje. En el paso del Estado feudal al moderno fue esencial la función cumplida por el lenguaje, según lo analiza Hegel en la Fenomenología del espíritu. En el Estado feudal el noble obedece pero mantiene a resguardo su propio juicio. Es el “orgulloso vasallo” cuyo lenguaje es el “consejo” por el bien universal. Se reserva su conciencia particular. Para el paso al Estado moderno fue necesario que el noble vasallo cambiase su lenguaje pasando del consejo al “halago”. El vasallo, que en el anterior Estado ejercía el heroísmo del servicio, dispuesto a jugar su propia vida en el campo del combate, pasa a ejercer ahora el “heroísmo de la adulación”, es decir, se transforma en cortesano dándole el yo o la conciencia al Estado y el poder real al yo, de manera que el monarca pudiera decir “el Estado soy yo”.

En la concepción de Hobbes, los hombres se entregan completamente al Estado que lleva el nombre mitológico de “Leviatán”, ese monstruo marino de poderes asombrosos. Pero ese monstruo es, en realidad, una máquina. Le falta la conciencia, el convertirse realmente en sujeto, transformación que sólo puede realizarse por medio del lenguaje. Esa es la tarea que realizan los nobles al transformar el lenguaje del consejo en el de la adulación. La dialéctica de práctica y conciencia, práctica y lenguaje, atraviesa todas las luchas sociales. El triunfo o la derrota en el ámbito del lenguaje tienen consecuencias profundas para el resultado final de la contienda. El momento del lenguaje, que en el paso del Estado feudal al moderno realizan los nobles, actualmente lo cumplen los grandes medios de comunicación, entre los cuales la radio y la televisión junto con los periódicos cumplen la tarea fundamental.

En la lucha que las patronales agrarias entablaron contra el Gobierno y los sectores populares el año pasado, la primera victoria que consiguieron las patronales fue la del lenguaje. De entrada, mediante el monopolio de los grandes medios de comunicación, lograron instalar la idea de que la lucha era del “campo” contra el Gobierno. El “campo” es un símbolo que mueve a la imaginación a dibujar románticas figuras campestres. El campo es el aire puro, lejos de la contaminación de la ciudad, es el frescor de la brisa, el trinar de los pájaros, el perfume de las flores silvestres. Es el trabajador campesino que se levanta con el sol y con él se acuesta. Es el que proporciona el alimento a toda la población. Es todo eso y mucho más. Siendo así, ¿quién puede estar contra el campo? Media batalla ya está ganada. La superconcentración de tierra y riqueza, la explotación de la peonada, las evasiones, la manera como se adquirieron las tierras, las consecuencias para la salud que acarrean los fumigaciones, las superganancias, todo ello queda oculto bajo el manto del “campo”.

En la batalla aún en curso por los servicios audiovisuales, las cosas se presentaron de la misma manera, pero esta vez el Gobierno y los sectores populares no dieron el brazo a torcer en la cuestión del lenguaje. Es necesario tener en cuenta que los grupos sociales y políticos enfrentados son los mismos que estuvieron en la lucha por la cuestión agraria, y la primera batalla se dio en torno del lenguaje. Los grandes medios que estuvieron en contra de la ley en cuestión siempre la nombraron como “ley K” o “ley mordaza” o “ley de control de medios”. De aceptarse este vocabulario, más de media batalla hubiese estado perdida. Los sectores de la “oposición” tuvieron siempre claridad sobre el problema, decididos a dar la batalla por el lenguaje. Pero esta vez, de parte del Gobierno y de los sectores populares no se cedió. La ley siempre fue designada con el nombre que le corresponde: Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual. Esta ley otorga a los sectores populares un excelente instrumento para las futuras batallas culturales. Ya no se escuchará una sola voz que les pone nombre a esas batallas, sino que será un concierto de voces que permitirán a la población contrastar opiniones y hacer su propia evaluación.

* Filósofo, profesor consulto de la UBA - Universidad de Buenos Aires

A caminhada pelo Paraguai


Paraguai



Saí de Santa Cruz de la Sierra às 22:00h, estava marcado para sair às 20:30h mas a empresa atrasou a saída. A passagem que inicialmente custava 60 doláres pechinchando e dizendo que eu só poderia pagar 40 dólares, saiu pelos 40 dólares, para viajar quase 2 mil KMs. Antes de o ônibus sair já me deparei com uma figura curiosa que trabalhava para a empresa, um paraguaio com um bigodão grande alá Nietzsche que corria dentro do ônibus de um lado a outro contando os passageiros e entregando o kit, frango com arroz e um refrigerante. O ônibus, como a maioria da frota da Bolívia, já tinha uma certa idade e não tinha banheiro, mas tinha um mais ou menos ar-condicionado, um jovem boliviano a minha frente abriu a janela e o bigodudo deu-lhe uma bronca falando em espanhol e guarani junto, nervoso, dizendo pro jovem nunca mais abrir o "raio" da janela.. Partimos de Santa Cruz, logo dormi, acordei as 05 da manhã com o dia começando a nascer e o ônibus chegando em Bermejo, última cidade da Bolívia cerca de 200 KMs antes da fronteira Bolívia - Paraguai.

Chegando em Bermejo todos descemos do ônibus, mal tinha amanhecido e dezenas de soldados estavam iniciando o treinamento militar, na parede atraz onde os soldados se infileiravam um escrito bem grande em uma pintura - “podemos passar 100 anos sem guerra, mas nenhum um dia sem treinamento”, descemos para entregar o papelzinho de saída da Bolívia, e caminhamos até o posto de migração mais a frente.



No posto, entreguei meu passaporte para receber o visto de saída, o policial olhou meu passaporte e perguntou, ­"--por que esse primeiro carimbo está Anulado?" Eu disse que foi porque o policial achou que eu não tinha o cartão de vacinação, mas que logo em seguida mostrei o cartão e ele carimbou de novo ( na verdade foi porque eu orientei dois brasileiros que tinha acabado de conhecer a não pagarem uma propina de 5 reais cada que o policial que carimbava os passaportes pedia, lá na fronteria Puerto Quiraro – Corumbá BR, ele ficou irritado, não deu o visto que faltava pros meninos, tomou meu passaporte e anulou minha entrada, até que eu e os outros dois brasileiros pagássemos 20 reais cada um de propina, ele queria 50,00 mas a todo instante eu disse ser impossível.. isso num processo de mais de 1 hora de discussões, contei esse caso no post “fronteira brasil-bolivia, propina para passar” ).. Daí senti que este policial caminhava no mesmo caminho de querer me pedir propina, ele num momento pegou meu cartão que vacinação que ta meio veim e disse, -- esse eu não aceito.. Pediu que eu esperasse fora enquanto carimbava a saída dos outros bolivianos passageiros do ônibus enquanto pensava no meu caso..



Esperei e logo entrei novamente na salinha tentando explicar que ele deveria carimbar meu passaporte porque não havia nada de errado, mostrei de novo o cartão de vacinação, ele quis minha identidade, eu disse que a identidade era o passaporte, em um momento falei, meio com cara de quem ta admirado com a situação, meu senhor, está tudo aí na mesa, tudo certo, não devo nada, ele me disse, --“estás de broma?” "tá rindo da minha cara?" eu disse, claro que não, perdoname, quero dizer que está tudo certo apenas e que não tem motivo para o senhor não carimbar minha saída, ele me mandou esperar mais lá fora para pensar o que iria fazer comigo. Daí segui esperando lá fora, trocando idéia com o outro policial, que me perguntou como fazia ligação para São Paulo, dei-lhe todas as instruções ele tomou nota, ficamos amigos, cena muito parecida com a da primeira fronteira, e daí esse mesmo policial disse, olha, aquele ali também é brasileiro e se retirou, e foi aí que conheci o brasileiro Jonny.




Jonny havia chegado ali na fronteira de carona em um caminhão até o meio do caminho, e do meio do caminho até ali numa carroceria de uma caminhonete. Chegou por volta de 23 horas e armou sua rede ali no posto de migração da policia boliviana que estava fechado.. Conseguiu um prato de sopa de uma moradora do vilarejo, esposa do policial que trabalhava na migração, que estava dificultando minha vida para carimbar o visto de saída, e estava muito irritado com a presença do ripie em sua localidade. Ás 03 da manhã Jonny acordou com a chegada de um ônibus que ia rumo ao Paraguai, mas que estava totalmente lotado, e ele sabia que só passaria mais um ônibus, esse que estávamos. Tudo que o policial queria era ficar livre daquele brasileiro ripie que ali tinha se instalado, quase sem dinheiro, com a esperança de conseguir uma carona, caso contrário ia seguir por ali. Minha amizade com Jonny enquanto esperava a decisão do policial fez com que o policial se preocupasse mais, o ônibus ia sair, eu dava caras de que não iria pagar qualquer propina que me fosse pedida, e agora éramos dois brasileiros que o policial queria se ver livre. Me chamou, carimbou meu passaporte por último rapidamente e disse, -- vaí! Chamou o motorista de novo, pediu que levasse Jonny, para se ver livre dele. Subimos rápido no ônibus, pra sorte dele o ônibus tava com quase metade das cadeiras vagas.

Partimos, Jonny começou a me contar seus tantos causos.. Tinha saído de casa aos 17 anos e se colocado a viajar pelo mundo, viajou pela América do Sul, depois viveu 2 anos na Espanha, contou-me os tantos amores que teve e das viagens pela América, esteve em vários países da América Central, tentou ir a Cuba do México mas não conseguiu e há dois anos seguia descendo o continente, naquele momento se dirigia a Blumenau, sua terra natal, para depois de 7 anos viajando rever sua mãe, que não sabia do seu retorno, seria surpresa. O passaporte de Jonny eram folhas e folhas de carimbos, Costa Rica, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, etc, e agora estava indo conhecer o Paraguai e dali ia regressar ao Brasil. Jonny estava a tantos anos caminhando por países de língua espanhola que havia esquecido um pouco o português, misturava palavras em português com o castellano..


Seguimos contando causos, 200KMs depois de Bermejo chegamos na fronteira Paraguai – Bolívia, ali mais fiscalização e mais de 1 hora parados até o ônibus conseguir autorização pra entrar no Paraguai. No exato ponto da fronteira termina a estrada de terra do território boliviano e entra em asfalto no território paraguaio.


Dali seguimos, o Chaco paraguaio impressiona muito, arvóres retorcidas, muita seca e muitas arvóres de algodão silvestre, que têm tipo um barrigão no caule, o ônibus segue em linha reta em um asfalto cheio de trechos onde o asfalto se foi por falta de manutenção, durante horas e horas não consegui ver uma casa sequer, um vilarejo, o Chaco paraguaio é quase que inabitado a primeira vista.. Quando foi chegando na hora do almoço o franguinho com arroz gelado da noite anterior foi servido novamente, pois não havia lugar para parar e o motorista tinha pressa, eu não consegui comer, estava enjoado de arroz e frango, Jonny que estava a mais de um dia sem comer, só com o resto de sopa que tinha ganho no vilarejo Boliviano comeu o dele e o meu. Logo em seguida mais uma parada de fiscalização do Paraguai, muitos policiais, dessa vez, revista em todas as bagagens, roupa por roupa, fiscalização rigorosa de tudo. Voltamos a viagem, 1 hora depois mais uma parada, mais fiscalização.




Mais uma hora de viagem e paramos de novo para carimbar os passaportes de entrada no Paraguai na aduana. Quando chegávamos nessa parada várias crianças vieram correndo até o ônibus, da janela pediam as comidas, passageiros entregavam os restos das comidas e dos refrigerantes e os mesmos eram disputados pelas crianças, sujas, da face indígena mas queimadas e negras de tanto sol, a cena foi muito forte. Ao descermos do ônibus, as crianças desde bebês a adolescentes, todos com muita fome, carregando muita tristeza, aquele cenário de miséria chocou a mim e Jonny, ficamos calados, sentindo, em um momento Jonny conseguiu soltar umas palavras, e disse, --“por isso é importante viajar, para nos darmos conta de que a realidade que vivemos é apenas uma realidade, dentre tantas que existem, para nos darmos conta”, eu não consegui dizer nada, só concordei, tinha vontade de chorar.




Carimbamos o passaporte, na espera conversávamos com o motorista, brasileiros fazem amizade rápido, o motorista brincava com os artesanatos de Jonny e contava que estava viajando a mais de 40 horas, tinha levado o ônibus do Paraguai a Bolívia e estava voltando, direto, tendo dormido apenas algumas poucas horas no bagageiro do ônibus, revesando com o outro motorista, um senhor bigodudo que tinha em sua face estampado o cansaço.. São quase 30 horas de viagem pra ir e quase 30 para voltar, sendo que o trajeto na Bolívia é só de terra e bem perigoso em algumas partes.




Seguimos a viagem, Jonny e eu tínhamos causos de sobra, eu contava das minhas 3 viagens pela Bolívia, Argentina, Peru e Amazônia, e Jonny contava dos 7 anos de viagens e das tantas coisas vividas.. Fomos parados várias vezes pela policia paraguaia, as vezes que eu contei até chegar em Assunção foram 7 paradas, e sempre a policia subia no ônibus, olhava na cara de cada boliviano, e dos dois brasileiros, e pedia os documentos.. Na sétima vez que parou quase chegando em Assunção me deu vontade de dizer para o policial, meu senhor, já fomos parados várias vezes, já revistaram tudo que tinha para revistar, o que nem precisou porque quando ele pediu a identidade de todo mundo o parceiro dele gritou lá da frente, vamos.... ônibus vindo da Bolívia é super suspeito, os únicos não bolivianos no ônibus era eu e jonny, brasileiros da aparência também suspeita...!




Finalmente às 23horas, 25 horas de viagem depois de sair de Santa Cruz de la Sierra eis que chegamos a capital do Paraguai, cabalisticamente cheguei com 25 horas de viagem, sentando na poltrona 25, no dia 25 de Agosto, com 25 anos de idade!!!!




O ônibus deixou os passageiros ao lado da rodoviária, fomos procurar um hotel barato, os primeiros contatos que tivemos pedindo informações nos mostraram que o paraguaio é muito educado e atencioso, todos nos deram muita atenção, explicaram onde ficava o centro e um senhor taxista nos aconselhou a não irmos ao centro naquela hora porque não encontraríamos nada barato por lá, conseguimos baixar o preço de um quarto em frente a rodoviária de 40 mil guaranis por pessoa para 25 mil guaranis cada.. Deixamos as coisas e descemos para comer.. Achamos um anuncio, carne por 10 mil guaranis, sentamos para comer, imaginávamos que seria carne com arroz, salada, com uma guarnição, mero engano, veio apenas a carne e um pouquinho de alface.. perguntei se podia pedir um arroz a parte, não tinham arroz no restaurante, o prato era só aquilo mesmo.. Comemos a carne, eu estava faminto do dia inteiro viajando sem que o ônibus tivesse feito uma parada sequer, até porque não tinha onde parar, o Paraguai do Noroeste à capital que está quase ao Sul é um país desabitado, as poucas cidades vistas no caminho são mais vilarejos, bem pequenos...Tomamos uma cerveja Paraguaia de 1 litro, a Polar, muito boa.. Descemos rumo ao hotel e antes comprei mais um sanduíche para complementar o estômago..




Acordamos com fome de desvendar o Paraguai, tomamos banho e já descemos com as mochilas nas costas, fomos a rodoviária para vermos os preços das passagens, eu do Paraguai queria ir direto para Montevideo no Uruguai, Jonny planejava ir direto a Santa Catarina.. A passagem para Buenos Aires estava 130 mil guaranis ( cerca de 60 reais ) e para Montevideo 260 mil guaranis, tomei um susto, apesar de Buenos Aires estar a uma quilometragem maior que Montevideo a passagem era o dobro do preço, desisti de ir direto a Montevideo e deixei a decisão para ser tomada posteriormente. Jonny também deixou sua decisão sobre o trajeto que faria até Santa Catarina para depois.




Na rodoviária fui cambiar a única nota que tinha, de 100 doláres, dinheiro que tinha que dar para chegar até Montevideo, que eu teria que agüentar por mais 7 dias de viagem. Aí eis o grande susto que tomei, a nota que tinha de 100 doláres não estava sendo aceita no Paraguai, porque era da série D, e o Banco Central do Paraguai por ter constatado que a série D estava sendo falsificada, decidiu emitir uma nota a todo o país dizendo que recusassem trocar notas de 100 da série D. A nota eu havia sacado do Banco do Brasil de Santa Cruz na Bolívia, nota original, que no entanto, o Paraguai das falsificações não me queria aceitar.




Fomos para o centro da cidade, tomamos um ônibus urbano, os ônibus no Paraguai são muito engraçados, tem a cara de caminhões com carroceria de ônibus.. Passamos uma hora e meia dentro do ônibus, no caminho dois senhores encheram de alegria o trajeto cantando duas canções paraguaias, na segunda canção sobre palomitas e amor, no meio da canção em espanhol entrou o guarani, língua falada por 80% da população do Paraguai que é bilíngüe, e daí eu e Jonny ficamos sem entender nada do que havia dito na canção o senhor músico.. Descemos na parada errada porque o ônibus que disseram que ia ao centro passava apenas ao redor, caminhamos um bocado com as mochilas e tomamos outro ônibus que finalmente nos deixou no centro.. Ali chegando, caminhamos e logo começamos a conhecer a rapaziada dos artesanatos de vários países da América do Sul, nos deram muitos toques sobre os hotéis baratos, comidas baratas, como era a policia Paraguaia e etc..




Ali na praça central conheci um amigo ripie uruguaio que me deu o caminho das pedras que eu buscava. Lhe disse que queria ir a Montevideo conhecer o Uruguai mas que a passagem estava caríssima e que estava buscando outra rota. Ele me deu a rota, eu deveria ir para o sul do Paraguai, descer em Encarnacion fronteira com a cidade de Posadas - Argentina e do norte Argentino havia um trem alternativo bem barato que descia até Buenos Aires. Eu deveria ir até Concordia, descer e tomar um barco que me levaria a Salto, cidade uruguaia, e dali tomar um ônibus para Montevideo. O valor gasto nessa longa travessia de ônibus, trem, barco e ônibus seria quase metade do valor que gastaria com a passagem direto dali de Assunção para Montevideo.




Logo chegou a hora do almoço, na praça central descobrimos que uma senhora vinha todos os dias ao meio dia em ponto servir comida a preço popular, a 4 mil guaranis, 5 mil guaranis ou 7 mil, o valor que você dava era o tanto de comida que ela servia. Arroz carretero, macarrão com carne e carne ao molho.. Faz-se fila e depois passa se o prato a outro, enxaguando num balde de água junto com os talheres. A comida é muito gostosa, bem quentinha, uma delícia no preço e no saber, mas não muito higiênico claro, a tia serve a comida e recebe o dinheiro, uma hora uma nota velha caiu na sopa de carne, mas, como dizem, o que não mata engorda e todo mundo só vibrou um pouco mas seguiram comendo e na fila! Ao lado da tia da comida e passando em todos os ônibus circulares e sempre ao alcance, alguém vende um refrigerante da Coca-Cola de 250ml numa garrafinha de vidro pequenininha retornável, te servem num copo, sempre bem gelada, a 1 mil Guaranis, o equivalente a 40 centavos de real. No Paraguai a política da Coca-Cola para vencer os concorrentes nacionais é como em todo lugar o de viciar a população pesado, a cada 10 metros que se anda passa por você um vendedor dos refrigerantes da coca-cola neste preço quase de graça, por essas e outras a Coca-Cola atingiu sua meta mundial no Paraguai, ser mais consumida que água..




Do almoço trocamos mais umas idéias com a rapaziada, jonny foi trampar e fui caminhar pelo centro, nos encontramos novamente ao final da tarde, caminhamos com as coisas até um pelo mesmo preço da noite anterior de frente a rodoviária, pra dividirmos um quartinho que mais parecia um quartinho de motel, risos, luz vermelha e espelho no fundo da cama, o único quarto do hotelzinho que tinha essas características, os outros eram normais.. Na noite desse dia Jonny foi trampar com malabares nos sinais para arrecadar grana e eu fui ao cinema ver um filme, só nos encontramos pouco antes de dormir. Jonny me contou que foi passar pelo Shopping e foi impedido de entrar por causa da sua aparência, os seguranças simplesmente disseram que ele não podia passar por dentro do shopping.. É mole?




No outro dia desocupamos o quarto e deixamos as mochilas no hotel e saímos caminhando pelas ruas em busca de algo mais barato. Conhecemos mais viajantes, depois do almoço fui caminhar pelos arredores do centro. Mais ao final da tarde encontrei Jonny pela praça trampando com os artesanatos, ele disse que ia ficar pela rua e ver mais tarde um canto pra dormir, eu caminhei mais um pouco e consegui um outro hotel que saía por 50 mil guaranis mas conversando com a senhora, explicando que não tinha dinheiro consegui um quarto de duas camas, banheiro e tv por 25 mil para dividir com um chileno que também estava sem dinheiro e precisava pagar metade disso, ele se foi no dia seguinte e eu fiquei mais dois dias no quarto pagando o mesmo valor, foi uma sorte esse hotel, tinha Internet também, economizei mais ainda..




Conheci no dia seguinte um paraguaio muito gente boa, conversamos muito, ele me explicou sobre o momento político que vive o Paraguai, depois de mais de 60 anos no poder consecutivamente, o Partido Colorado deixou de comandar o país e um Bispo de Igreja católica foi eleito presidente com o apoio da esquerda, ha cerca de dois anos, as expectativas, o caráter de esquerda apesar de na prática caminhar na estrada do neo-liberalismo, como na Argentina e no Brasil, a diminuição da repressão com os movimentos sociais por parte do estado e sua policia, a resistência dos indígenas, dentre outros assuntos..




Esse amigo me levou para conhecer el bajo, que é a favela paraguaia que circunda o centro rico da capital, de baixo pra cima, e que está praticamente dentro do centro, centro este que “é uma ilha da fantasia”, nas palavras do meu amigo, que da a impressão de que o Paraguai é um país rico e desenvolvido, como todas as capitais de país que passam uma imagem completamente diferente do que é a maioria do seu país, eu vivo em uma capital assim, Brasília e seu centro rico que nada tem haver com o resto da própria Brasília e da maioria do Brasil. O mesmo se passa em Assunção, seu centro é uma ilha da fantasia, com grandes e modernos prédios, hotéis de luxo e etc.. E los bajos com a maioria da população vivendo a realidade pobre e excluída do país. O amigo então me levou ao bairro baixo do lado do centro, os amigos ripies que conhecemos todos contavam as histórias e aconselhavam para que nunca fossemos ao bairro, que um chileno foi caminhar por lá uma vez e de repente todas as crianças e mulheres sumiram da rua, entraram para suas casas e apareceram vários jovens armados com revolveres e facas e lhe deram uma facãozada nas costas e o jogaram no córrego e disseram para ele nunca mais voltar por ali, todos tinham muito medo de chegar perto do bairro, esse chileno viveu pra contar a história..




E realmente não exageravam com as histórias. Fui com o amigo paraguaio porque ele morava em outro bajo, e conhecia as pessoas dalí. Fiquei bastante impressionado, el bajo é igual a uma favela brasileira, logo no começo mais embaixo me deparei com um córrego extremamente poluído, com as águas ou o que restou de água preto de tão poluído, um porco comendo restos de lixos, muitas crianças e mulheres nas ruas. Logo subimos as escadas semelhantes as escadas das favelas do Rio de Janeiro, caminhamos bastante e saímos no centro novamente, como uma fronteira simbólica a rua que divide a favela e a ilha da fantasia, ali marcando esse simbolismo, 3 policiais caminhavam..




Nos outros dois dias mais que passei em Assunção segui caminhando pelas ruas e observando os hábitos e culturas do povo paraguaio. Na praça central pude assistir nessa noite uma exibição do folclore do Paraguai, as meninas dançando equilibrando várias garrafas na cabeça, dança típica do Paraguai, dentre outras apresentações de cultura e folclore dos índios e dos povos do interior do Paraguai. Dei sorte de passar pelo Paraguai justamente quando acontecia a semana folclórica do país. Me impressionou muito a força da cultura paraguaia, suas tradições e a resistência da cultura indígena.

No outro dia além de caminhar, como não poderia sair do Paraguai sem comprar uma bugiganga elétrica, mais precisamente um MP3 porque eu estava até aquele momento sem nenhum tocador de música, pechinchei, busquei bastante, consegui comprar um MP4 de 2 gigas, com rádio, gravador e etc, por 20 doláres, 37 reais, 85mil guaranis. O danadim durou até Montevideo, exatos 8 dias, quando caíu no chão pela primeira vez, se foi!


Um dia depois parti rumo ao extremo sul do Paraguai, à cidade de Encarnacion, fronteira com Posadas – Argentina. O amigo Jonny seguiu trilhando outro caminho. De Asunción a Encarnacion a vegetação muda completamente do Chaco ao Norte e Oeste para as pampas ao sul, as pequenas cidades do sul tem um poquim mais de habitantes que ao norte, lembra o interior do Brasil, das minhas Minas Gerais, pacato, pessoas sentadas em frente suas casas vendo o movimento das calmas ruas, tomando um chá mate gelado.




O povo Paraguaio com sua receptividade, seu calor humano, marcam o visitante, o Paraguai me surpreendeu e mostrou ser outra coisa completamente diferente do que simplesmente o Paraguai do contrabando que sempre é distribuida pelos grandes meios de comunicação do Brasil. Depois de tantas guerras que arrasaram o país nos dois últimos séculos e depois das ditaduras e 60 anos consecutivo e um século e meio de domínio do conservador partido colorado, que privatizou lei-a-se deu o país ao capital extrangeiro e aprofundaram as desigualdades sociais, o povo vive um momento politicamente de esperança, e segue com seu jeito alegre e receptivo, com calor humano e calor solar, gente que te recebe de braços e coração abertos, pôres-de-sol maravilhosos, muitas cores, Paraguai vive pra sempre em mim!

As fotos das histórias contadas e não contadas dessa caminhada, no link abaixo:




Vitória na Argentina / A história da Rede Globo

Olá pessoal,

Na última sexta-feira dia 09 na Argentina o governo apoiado pelos movimentos sociais e pela pressão do povo argentino, conseguiu aprovar no Congresso a derrubaba do monopólio do Grupo de Comunicações Clarín, detentor do monopólio das Comunicações da Argentina a décadas, sustentado pela antiga lei dos meios de comunicações decretada pela ditadura militar, dona dos principais canais de TV, Rádio, e Jornal, o monopólio de Clarín na Argentina é o equivalente ao monopólio que exerce a Rede Globo hoje no Brasil, e com uma história tão suja de apoio a ditaduras e crescimento ilícito.

Trarei em breve aqui no blog um post sobre o que significou a vitória da aprovação da nova Lei dos Meios de Comunicações Argentinos, uma queda de braço com o grupo Clarín que durou quase 2 meses de difamação do governo nos canais de comunicação do grupo Clarín e que só foi possível com o amplo apoio do povo todos os dias nas ruas marchando e exigindo a aprovação da lei, muita pressão popular até a vitória da aprovação da lei pela câmara e pelo senado, a nova lei vence o Monopólio, democratiza o acesso a informação, da vida e voz às comunicações populares, dos povos originários, o texto da lei diz: la libertad de expresión es “un derecho de todos y no de un grupo”!!

Por hora, compartilho o documentário MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE feito pela BBC de Londres em 1993 ( proibido no Brasil ) sobre a história da formação do Império de Roberto Marinho que levou a formação do maior monopólio de comunicação do Brasil!


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Como o documentário é censurado no Brasil até hoje por força da Rede Globo, as gravações ainda estão em VHS, mas da pra ver e ouvir muito bem! Não deixe de ver e divulga-lo, a Rede Globo precisa ser conhecida e os monopólios precisam cair também no Brasil!

Beijos,
Diogo

"As veias da América Latina continuam abertas"

Como atualmente sigo lendo des de Montevideo o maravilhoso livro Veias Abertas da América Latina, livro de 1971 do Uruguaio Eduardo Galeano que escancara a história de exploração do nosso continente latino-americano nos dando novos olhos para entendermos a história e o presente da exploração dos nossos povos, compartilho abaixo entrevista concedida pelo Galeano ao jornal El País.. Recomendo a leitura da reportagem abaixo e assim que puderes a leitura do magnífico livro!!
Beijos - Diogo





"As veias da América Latina continuam abertas"

"O que eu descrevia continua sendo certo. O sistema internacional de poder faz com que a riqueza siga sendo alimentada pela pobreza alheia. Sim, as veias da América Latina ainda seguem abertas", diz Eduardo Galeano em reportagem publicada no jornal espahol El País. O escritor uruguaio recebeu semana passada, em Madri, a Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes. Na reportagem, ele conta que seu mestre, Juan Carlos Onetti disse-lhe algo que não esqueceu: "As únicas palavras dignas de existir são aquelas melhores que o silêncio".

Com cabeça de senador romano e consciência de tribuno da plebe, Eduardo Galeano sempre tem presente uma frase de José Martí: "Todas as glórias do mundo cabem em um grão de milho". Ele diz isso porque, na semana passada, deram-lhe, em Madri, a Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes. "É uma alegria, claro. Não pratico falsa humildade, mas também não me esqueço de Martí e digo a mim mesmo: ei, tranquilo, devagar pelas pedras". No dia seguinte, além disso, recebeu um prêmio da ONG Save the Children.

A reportagem é de Javier Rodríguez Marcos, publicada no jornal espanhol El País, 06-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto, para o IHU (Instituto Humanitas Unisinos).

Aos 69 anos, o escritor uruguaio é uma pedra no sapato dos vencedores da história, uma espécie de best-seller furtivo da esquerda. No ano passado, durante o tour espanhol de apresentação de seu último livro, "Espelhos. Uma história quase universal" (L&PM Editores, 2008), ele lotou cada salão de atos em que pisou, chegando inclusive a transbordar o Auditório de Galícia, em Santiago de Compostela, com capacidade para mil pessoas. No próximo dia 14, ele encerrará esta nova visita à Espanha com uma leitura de sua obra no Auditório Marcelino Camacho de Comisiones Obreras, em Madri.

Galeano conseguiu levantar paixões com livros sem gênero preciso, mas escritos com um estilo fragmentário e seco que ele opõe à "tradição retórico do peito estufado. Aprendi a desfrutar dizendo mais com menos", diz, em seu hotel madrileno de sempre, a um passo da Puerta del Sol. Ali, ele conta que seu mestre, Juan Carlos Onetti, "que não dava conselhos", disse-lhe algo que não esqueceu: "Como ele era bastante mentiroso, para dar prestígio a suas palavras, ele costumava dizer que eram provérbios chineses. Um dia me soltou: 'As únicas palavras dignas de existir são aquelas melhores do que o silêncio".

O autor de "Dias e noites de amor e de guerra" (L&PM Editores, 2001), briga há anos contra o silêncio. Agora, luta também contra o medo. Mais do que as eleições presidenciais que ocorrem no Uruguai no dia 25 de outubro, interessam-lhe os dois plebiscitos que ocorrerão nesse dia. Um pretende derrogar a lei que impede o castigo contra os militares da ditadura: "O Estado não pode renunciar a fazer justiça porque a impunidade estimula o delito". Há 20 anos, foi realizado um referendo com o mesmo objetivo. E com um resultado ruim. "Lançaram toneladas de bombas de medo", conta o escritor. "Dizia-se que, se a lei fosse anulada, a violência voltaria, e as pessoas votaram assustadas".

Aquele primeiro plebiscito dos anos 80 foi promovido por uma comissão, na qual, junto com Galeano, estava Mario Benedetti. Desde a morte deste, em maio passado, seu amigo faz parte da fundação que herdou o legado do poeta para promover a literatura jovem: "Era um insólito caso de escritor generoso. O nosso grupo é uma agremiação egoísta que ocupa a jaula dos pavões reais. A cada um dói o êxito do outro. Ao Mario não". Com relação às reclamações do irmão de Benedetti, incomodado com o testamento, Galeano é diplomático: "Isso está superado. Ninguém se salva das confusões de herança".

O dinheiro misturado com as confusões leva inevitavelmente ao futebol, um assunto ao qual o escritor dedicou centenas de páginas, dentre elas as que formam um clássico da literatura desportiva: "Futebol ao sol e à sombra" (L&PM Editores, 2004). É obsceno pagar milhões de euros por um jogador? "O futebol profissional é a indústria de entretenimento mais importante do mundo. Além do mais, é um esporte que parece religião: a religião de todos os ateus. O que é preciso ter claro é que o Machado dizia: agora, qualquer ignorante confunde valor e preço".

Por outro lado, no anedotário diplomático internacional ficou gravado o fato de que Hugo Chávez presenteasse Obama com o livro mais popular (30 edições em inglês) do autor montevideano, "As veias abertas da América Latina" (Ed. Paz e Terra, 2007, na 46ª edição em português), um ensaio de 1971 que seu próprio autor descreve como "uma contra-história econômica e política com fins de divulgação de dados desconhecidos". E acrescenta: "O que eu descrevia continua sendo certo. O sistema internacional de poder faz com que a riqueza siga sendo alimentada pela pobreza alheia. Sim, as veias da América Latina ainda seguem abertas".

Galeano não acredita que presidente dos Estados Unidos tenha lido o livro. "Duvido. Foi só um gesto. Além disso, a edição era em espanhol". A eleição de Obama pareceu-lhe uma vitória contra o racismo, mas lhe decepcionou que ele aumentou o orçamento da Defesa: "Os políticos mais bem intencionados acabam presos a uma maquinaria que os devora". E o que lhe parece sua política para com a América Latina? "Ele tem boas intenções, mas há problema de treinamento. Os norte-americanos estão há um século e meio fabricando ditaduras, e, na hora de se entender com países democráticos, eles têm dificuldades. O desconcerto diante do que ocorreu em Honduras é uma amostra".

O segundo plebiscito que espera o escritor ao voltar para casa quer outorgar o voto aos uruguaios que não vivem ali, "uma quinta parte da população!". Ele mesmo teve que se exilar e sabe o que é sobreviver sem direitos: "Não tinha documentos, porque a ditadura os negava. Quando eu vivia em Barcelona, tinha que ir à polícia todos os meses. Faziam-me repetir os formulários e mudar cem vezes de guichê. No final, no campo da profissão, eu colocava: 'escritor'. E entre parênteses: 'de formulários'". Ninguém se deu conta.

MST - A grande mídia só mostra, claro, o seu lado $ da moeda


Cutrale usa terras griladas em São Paulo
6 de outubro de 2009


Cerca de 250 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampadas desde a semana passada (28/09), na fazenda Capim, que abrange os municípios de Iaras, Lençóis Paulista e Borebi, região central do Estado de São Paulo. A área possui mais de 2,7 mil hectares, utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale para a monocultura de laranja - o que demonstra o aumento da concentração de terras no país, como apontou recentemente o censo agropecuário do IBGE.

A área da fazenda Capim faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e de posse legal da União. É nessa região que está localizada a fazenda da Cutrale, e onde estão localizadas cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas.

A ocupação tem como objetivo denunciar que a empresa está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos. Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de que as terras são realmente da União, de acordo com representantes dos Sem Terra em Iaras.

Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS), entre outras.

O local já foi ocupado diversas vezes, no intuito de denunciar a ação ilegal de grilagem da Cutrale. Além da utilização indevida das terras, a empresa está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo pela formação de cartel no ramo da produção de sucos, prejudicando assim os pequenos produtores. A empresa também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão.

Há um pedido de reintegração de posse, no entanto as famílias deverão permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra, assim exigindo que as terras griladas sejam destinadas para a Reforma Agrária. Com isso, cerca de 400 famílias acampadas seriam assentadas na região. Há hoje, em todo o estado de São Paulo, 1,6 mil famílias acampadas lutando pela terra. No Brasil, são 90 mil famílias vivendo embaixo de lonas pretas.

Direção Estadual do MST-SP

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  • O trator da grande mídia a serviço do agronegócio
    Um trator derrubando pés de laranja pode pouco perto da aliança entre os controladores das ondas eletromagnéticas e os modernos latifundiários. É o monopólio do ar apoiando o monopólio da terra - Sérgio Domingues. Leia mais...
Viva as lutas do Movimento dos/das Trabalhadores/as Rurais Sem Terra!
abraços de luta
Diogo

Continuação fotos 2

tá mei bagunçado mas vou descarregando as fotos e depois organizo tudo na sequência certa!

mais um albúm!

Paraguai - Argentina - Uruguai


mais um!


Bolivia até o Paraguai - Assunção

UnB / Resp. Nota Por Que Ocupamos?

Minha resposta a nota POR QUE OCUPAR?

Nunca imaginei que ia me opor um dia a uma ocupação de luta com causas legítimas, como é a dos e das Estudantes de Serviço Social, mas mesmo estando distante da UnB neste semestre, lendo todas as notas que foram soltadas até o momento, comentários pessoais e também a visão da reitoria na SECOM, sempre encontro os estudantes de serviço social colocando que ocuparam a sala de libras por engano, que não sabiam que aquela era uma sala de ensino especial para estudantes surdos, e propondo que os estudantes de Libras sigam tendo suas aulas dentro do novo CA, que antes era a sala deles..

Se admitem que ocuparam a sala errada mas que ao mesmo tempo era a certa por sua posição estratégica junto ao Departamento de Serviço Social, estão se contradizendo.. Vejo que houve um equivoco, e a forma mais coerente de concertá-lo não acredito ser partir para um embate eterno entre estudantes e reitoria, porque quem vai seguir no meio dessa encruzilhada são os estudantes de Libras, esperando pra ver qual lado vai ceder, se vai ser a Reitoria que vai instalar tudo de novo em outra sala, obedecendo ao oficio do CASESO, ou se serão os estudantes de Serviço que sairão da sala conforme solicitou a Reitoria. Qual lado vai dar o braço a torcer, nenhum, e daí, os estudantes de libras?? Os estudantes de Libras vão seguir prejudicados enquanto durar a queda de braço.

Apresento um motivo para que recuem, com a humildade de lutadores e lutadoras que são. Os e as estudantes de Libras da UnB hoje são resultado de muitas lutas, de professores e estudantes que militam na causa a décadas, que têm nessa luta o sentido de suas vidas e profissões, existe todo um histórico de luta do movimento de ensino de Libras na UnB, são combatentes como vocês por um espaço, mas agora têm suas vidas e atividades paradas por um setor em luta com causas também legitimas, mas que tomam seu espaço e reinvidicam como deles.

A UnB é uma das 9 Universidades brasileiras a oferecer o primeiro curso de Libras da América dês do ano passado, os estudantes de libras estão em seu terceiro semestre agora, essa sala é um fruto simbólico de uma luta além de nacional, continental.

Há que endurecer, porém sem perder a ternura, jamais, dizia o Che, acho que não será derrota alguma mudar a ocupação de lugar, reconhecer a luta dos nossos irmão estudantes também como legitima e dar-lhe o braço, o abraço, devolver-lhes a sala, ocupar imediatamente outra.

Essa é minha posição, em defesa de todas as ocupações em curso e que virão na luta além de espaço físico, contra a precarização da educação que traz o decreto do REUNI, a favor da mudança da ocupação do CASESO para devolução do espaço da Letras UnB destinado aos estudantes de Libras.

Abraços,
Diogo Ramalho – estudante de Letras Esp. (trancado)


Nota:

*Nota dxs estudantes de Serviço Social da Universidade de Brasília*
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*Por que ocupar?*
A ocupação de sala realizada pelos estudantes de Serviço Social no dia 23 de outubro, cujo eixo central foi e é a necessidade de construção de um novo CA para o curso, suscitou um burburinho geral na UnB. Alguns, adeptos do chavão “estudante tem é que estudar, e não se meter em política”, afirmam que a ocupação é totalmente “ilegítima” e que os estudantes só querem “fazer baderna”, pois “esse negócio de CA não serve pra nada”. Outros até defendem o direito de organização política e de um espaço de vivência e sociabilidade entre os estudantes, mas asseguram que *essa* ocupação em particular teria sido essencialmente “autoritária”, pois, de forma “intransigente”, os estudantes resolveram “invadir” uma sala, sem qualquer debate prévio com as partes envolvidas, “atropelando os interesses de outros estudantes” e, o que é pior, o fizeram “desnecessariamente”, visto que já possuíam um CA.
Os estudantes de Serviço Social avaliam que as duas teses apenas reproduzem um pensamento que, em última instância, serve aos interesses de um determinado setor acadêmico que simplesmente não conhece (ou parece não conhecer) a realidade da UnB, pois para cumprir suas funções dentro da universidade não precisa usar salas superlotadas e mal arejadas, tampouco esperar horas nas filas do RU para comprovar que sua estrutura física e administrativa é ineficiente. Nós, estudantes de Serviço Social, por outro lado, conhecemos muito bem essa realidade, e podemos afirmar, não apenas em teoria, mas por nossa própria experiência prática (através inclusive desta ocupação de CA), que o projeto de expansão conhecido como *REUNI*, que está sendo implantado em nossa universidade, representa um duro golpe na qualidade de ensino das universidades públicas de nosso país.
Pra começar, lembremo-nos que as primeiras manifestações de repúdio à ocupação (sim, o que ocorreu foi uma *ocupação*, não uma *invasão*, e – pasmem! – uma ocupação deliberada democraticamente através de duas assembleias gerais dos estudantes de Serviço Social, com direito a defesa da não-ocupação, inclusive) não partiu de qualquer setor estudantil, mas sim da Reitoria. Esta, com uma postura autoritária, mandou seus seguranças que inclusive ameaçaram chamar a polícia para nos retirar da sala evidenciando mais uma vez sua demagogia do slogan gestão compartilhada “ocupe a UnB”, mas que, graças a nossa disposição em lutar por uma universidade verdadeiramente democrática, não surtiu o efeito almejado.
Os CA’s são historicamente entidades de articulação política, social, cultural e acadêmica dos estudantes, indispensáveis à formação intelectual e social e política destes. Nosso antigo CA já não comportava o número total de estudantes do curso há anos, e a situação só vem piorando desde o início da implementação do REUNI na UnB. No próximo ano, com o ingresso dos estudantes do curso noturno, o problema iria se agravar de tal forma que, nos parece, poupamos a Reitoria das consequências de um processo muito mais radicalizado e de implicações ainda mais profundas que o atual. Durante todo esse processo, todos os meios “legais” (procurações, etc.) foram acionados, porém a Reitoria se mostrou intransigente e jamais nos deu qualquer resposta. Entregamos também, recentemente, um ofício para a reitoria solicitando a realocação da aula de libras exigindo uma sala para esses estudantes.
*O Serviço Social é a favor da Expansão Universitária!*
Não nos opomos e não poderíamos nos opor a que novos alunos tenham acesso à universidade pública. E vamos além: acreditamos mesmo que a universidade, para ser verdadeiramente coerente com seu papel social, deve acolher dentro de seus muros os filhos da classe trabalhadora e a população pobre em geral. No entanto, não podemos confundir isso com a forma como * esta* expansão está se dando.
O REUNI, aqui na UnB, prevê a duplicação do número de vagas na universidade, mas simplesmente não garante a manutenção da qualidade dos cursos. Isso fica bastante claro quando lemos no projeto que a construção de novos espaços físicos não está contemplada, o que na prática leva à destruição de banheiros, laboratórios e *CA’s* (como vem ocorrendo na Faculdade de Saúde, atualmente) para dar lugar a salas de aula. E o que é ainda pior: em muitos casos não há qualquer referência à contratação de novos professores! Ou seja, se o projeto não for barrado (e acreditamos que a mobilização dos estudantes deve ser a vanguarda desta luta) teremos várias salas de aula e o dobro de alunos; só não teremos laboratórios, professores e estrutura física o suficiente.
Gostaríamos de ressaltar um fato bastante interessante a este respeito: grande parte dos estudantes mais ativos e engajados durante o processo de ocupação que vivemos são calouros! Em outras palavras, boa parte dos estudantes que, segundo a Reitoria e o Governo Federal, por terem entrado via REUNI, deveriam ser seus maiores defensores, estão na trincheira oposta, lutando junto a seus veteranos contra este projeto de expansão nefasto! Isso demonstra de maneira cabal que uma das estratégias do Governo ao implementar o projeto (gerar estatísticas, números vazios), embora possa ganhar inicialmente a simpatia dos trabalhadores e da juventude, mostra-se como um grande engodo, tomado a longo prazo.
*Que expansão nós propomos?*
Em primeiro lugar, nada de decretos! Há que se entender que o Reuni já começou errado: como implementar um projeto tão importante para a sociedade sem um amplo debate, sem consultar os estudantes, funcionários e professores, que são os setores que mais irão sentir seus efeitos? Se o Reuni é antidemocrático por si, como esperar que a Reitoria, responsável por sua implementação na UnB, garanta qualquer democracia? (quanto a isso, citamos o ocorrido no curso de Direito: bastaram 48 horas para a Reitoria determinar que o número de vagas dobrasse já no próximo semestre!) Por isso, nossa luta não passa pela “disputa” do Reuni, pois entendemos que um projeto tão deformado não pode ser disputado: deve ser rechaçado!
Propomos a imediata revogação do Reuni. Que o debate sobre a expansão da universidade seja retomado, mas não nesses marcos. Que a autonomia universitária seja respeitada, bem como o direito de os estudantes, professores, funcionários e a sociedade em geral poderem expor suas idéias e o que pensam sobre a expansão, como ela pode ser implementada e – principalmente – *tenham poder de deliberação real*. Acreditamos que, se o Governo pretende expandir a universidade, primeiramente deve pensar em espaço físico, contratação de professores, laboratórios, etc., e não simplesmente em criar um número x de vagas e estabelecer metas que, se não forem cumpridas, comprometerão ainda mais a universidade. Além disso, os estudantes precisam ter espaços autônomos onde possam discutir assuntos acadêmicos, realizar atividades culturais, debater política e fazer novas amizades: os estudantes precisam de CA’s, e esse direito deve ser garantido!
*Um problema seu! Um problema nosso!*
Compreendemos que nossa ocupação, a princípio, possa ter causado certo transtorno aos estudantes que esperavam assistir a suas aulas na sala que agora é nosso novo CA. Por outro lado, nem por isso deixaremos de considerar nossa luta como legítima e necessária, dentro de um contexto mais geral de mobilizações contra o Reuni (ocupações de CA’s de Ciências Ambientais, Computação, Biblioteconomia, Desenho Industrial, luta na FA, na FS, etc, etc, etc) consideramos que nosso movimento de ocupação [e legitimo e conseqüente, afixamos na porta de nosso novo CASESO uma lista de salas vazias, que poderão ser utilizadas pelos estudantes para assistirem a suas aulas (não podemos optar por estas salas por um motivo funcional: a distância considerável de nosso Departamento).
Quanto aos companheiros estudantes de Libras, propomos nos comprometer, num primeiro momento, que assistam a suas aulas e realizem suas atividades em nosso novo CA, justamente pelo fato de não termos tido ciência de que aqui se realizavam aulas especiais para deficientes auditivos. Inclusive, já encaminhamos um requerimento a Prefeitura nesse sentido, e nos somamos à luta dos companheiros por seu reconhecimento dentro da universidade e na sociedade. Temos ciência de que a transferência do ponto de vídeo conferência é perfeitamente possível de ser efetuada, e só podemos conceber a oposição em fazê-lo de imediato como uma tentativa de pressão psicológica e política sobre nossa ocupação, buscando dividir dois movimentos sociais legítimos (movimento estudantil e movimento em defesa dos direitos de deficientes físicos), como meio de jogar os demais estudantes contra nós. Não aceitaremos essa estratégia que visa desmoralizar e culpabilizar nosso movimento legítimo! Se estamos sendo obrigados a disputar salas com outros estudantes, os culpados certamente são *outros: *o governo federal e reitoria.
Por fim, gostaríamos de ressaltar todo o nosso apoio e solidariedade militante aos companheiros que neste momento estão travando uma luta justa contra esse projeto de expansão da universidade, que não é nada mais que a expansão da precarização. Em especial, aos companheiros da UnB (Enfermagem, Medicina, Ciências Ambientais, Biblioteconomia, Direito, Ciências da Computação) que, como nós, vivem atualmente sob forte pressão por parte da Reitoria, mas que certamente jamais abandonarão a luta por uma universidade a serviço dos interesses da sociedade, autônoma e democrática.
Não cederemos a qualquer tipo de pressão por parte da Reitoria, estamos dialogando com a comunidade universitária e exigimos o respeito a nossa luta.
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*Pauta da Ocupação do CASESO:*
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*-* Todo apoio às ocupações dos novos CA´s! Todo apoio a luta dxs estudantes!
- Por uma expansão de qualidade! Não ao REUNI!
- Por um novo projeto de expansão construído democraticamente!
- Pela mudança da atual estrutura de poder na universidade!
- Fora a polícia militar do campus!
- Contra qualquer perseguição axs estudantes1 Pelo fim do jubilamento!
- Fora Fundações de privadas da universidade! Não ao recredenciamento de qualquer fundação na UnB!* *
- Em defesa da universidade pública, gratuita, laica e de qualidade a serviço da classe trabalhadora!
- Pela radical democratização ao acesso às universidades! Pelo fim do vestibular!
- Pela equidade de gênero. Contra o racismo, o sexismo e a homofobia!
- Contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
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*Comissão de Comunicação da Ocupação do CASESO*
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*25 de setembro de 2009*